A guitarra é um instrumento musical semelhante ao violão, só que tocado de jeito diferente: as cordas são pinçadas e não dedilhadas (embora, eventualmente, até possa ser tocada dessa forma). Pode ter de quatro a doze cordas e possui várias formas e características, de acordo com sua finalidade e com a terminologia usada em cada lugar. É originária do alaúde mouro e da antiga vihuela espanhola, por sua vez originários da cítara romana e da khitára grega, sucessoras da cítara assíria.

Em muitos países, a palavra “guitarra” (guitar em inglês ou guitare, em francês, por exemplo) se refere tanto à guitarra clássica quanto à guitarra elétrica ou ao baixo. No Brasil, o termo se refere à guitarra elétrica ou ao baixo, e também à guitarra portuguesa. Já a guitarra clássica é denominada violão.

Existem a guitarra acústica, com caixa de ressonância, e a elétrica, com ou sem caixa de ressonância. Elas têm forma bastante semelhante à do violão, com cabeça, braço e corpo.

Guitarra elétrica

Existem dois modelos de guitarra elétrica: maciça e semiacústica. A maciça não tem caixa de ressonância. Dessa forma, não tem som natural muito intenso. Porém, é a guitarra mais usada pelos músicos de rock, porque permite criar efeitos sonoros. Já a guitarra semiacústica tem caixa de ressonância. É em geral maior que a guitarra elétrica e tem som natural mais profundo. É mais usada por músicos de jazz e de blues.

A guitarra elétrica é eletronicamente amplificada. Isso quer dizer que o som produzido pela vibração das cordas é transformado em sinal elétrico por meio de captadores magnéticos. Esses captadores transformam os sons em ondas elétricas. Há diferentes tipos de captadores, cada um com características técnicas particulares. As cordas costumam ser de náilon ou de aço, e em geral os músicos usam palhetas para tocá-las.

Entre os melhores guitarristas internacionais (mortos ou ainda em atividade) se encontram nomes como Jimi Hendrix, B. B. King, Chuck Berry, Eric Clapton, George Harrison (do grupo The Beatles) Jimmy Page (do conjunto Led Zeppelin), Keith Richards (dos Rolling Stones), David Gilmour (do Pink Floyd) e Peter Townshend (da banda The Who). No Brasil, têm se destacado músicos como Edgard Escandurra (do grupo Ira!), Lanny Gordin, Pepeu Gomes e Sérgio Dias (Os Mutantes).

Guitarra baixo

A guitarra baixo (também conhecida apenas como baixo) serve para executar as linhas musicais mais graves ou baixas. Existem baixos elétricos e acústicos.

O baixo elétrico é parecido com a guitarra elétrica, embora maior, com braço mais longo e escala mais extensa. O baixo costuma ter quatro cordas. Apareceu nos anos 1950, e logo começou a ser utilizado por músicos de jazz e rock para substituir o contrabaixo, bem maior e mais difícil de transportar. Existem várias maneiras de tocar o baixo. Por exemplo, o tapping consiste em bater nas cordas com a ponta dos dedos; no slap, o músico percute e puxa as cordas; no pizzicato, as cordas são dedilhadas. Como na guitarra elétrica, alguns músicos usam palhetas para tocar o baixo.

Entre os maiores baixistas internacionais de jazz estão Charles Mingus, Paul Chambers, Jaco Pastorius, Charlie Haden, Stanley Clarke, Ray Brown entre outros. Na música popular internacional, John Paul Jones (do Led Zeppelin), John Entwistle (The Who) e Paul McCartney (The Beatles). No Brasil, têm se destacado Bebeto Castilho (Tamba Trio), Novelli, Luizão Maia, Liminha e outros.

Guitarra portuguesa

A guitarra portuguesa é um instrumento acústico que também descende da cítara, que foi muito popular na Europa ocidental, entre os séculos XVI e XVIII. Nessa época, o instrumento conheceu várias mudanças de forma, tamanho e afinação, em função de cada país. Assim é que apareceu a guitarra portuguesa, cujo primeiro método de estudo data do fim do século XVIII. Enquanto a cítara entrou em decadência no resto da Europa, o instrumento conheceu um grande renascimento em Portugal a partir de meados do século XIX, quando o fado se tornou popular nacionalmente.

A guitarra portuguesa pode variar de tamanho para produzir sons mais ou menos agudos e brilhantes, de acordo com o tipo de interpretação desejado. Ela se distingue dos outros instrumentos de cordas dedilhadas pela forma e pelas dimensões da caixa de ressonância (mais bojuda e em forma de lágrima), além de se destacar por ter doze cordas metálicas, divididas em seis pares.

A guitarra portuguesa continua a inspirar compositores e instrumentistas como Carlos Paredes, António Chainho ou Pedro Caldeira Cabral, e não apenas em Portugal, mas também internacionalmente, como Charlie Haden ou o Kronos Quartet.

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