Os ianomâmis (ou yanomamis) são um povo indígena que habita a floresta Amazônica, na fronteira entre o Brasil e a Venezuela.

Nas diferentes aldeias em que habitam, falam quatro línguas: ianomâmi, ianomã, sanema e ninã. Vivem em habitações coletivas, geralmente redondas e sem paredes internas, tendo ao centro uma praça aberta. Feitas com estrutura de madeira, essas moradias, denominadas “malocas”, são cobertas com folhas de palmeira ou palha trançada que chegam até o chão.

Quando se sentem ameaçados por outra tribo, ou quando o solo se torna infértil, os ianomâmis mudam-se para outro lugar.

Praticam a agricultura de subsistência — ou seja, plantam para suprir as necessidades da aldeia. Alimentam-se de banana-verde, aipim, milho, frutas, mel, larvas e alguns tubérculos, como batata e mandioca. Cultivam tabaco e algodão, muito utilizado para fazer redes de dormir e redes de pesca, além de sacolas e roupas.

Além disso, fazem flechas, que utilizam para caçar macacos, veados, antas, galinhas e tatus. Às vezes, caçam com a ajuda de cachorros.

Os ianomâmis consideram o comportamento belicoso uma qualidade. Por isso, costumam guerrear entre si. Mas as tribos também estabelecem alianças, trocam bens e dividem os alimentos.

Segundo estimativas recentes, cerca de 35 mil ianomâmis vivem hoje na floresta Amazônica, entre o Brasil e a Venezuela. No Brasil, são 19.338 (dados do DSEI Yanomami - Sesai, 2011) que habitam os estados de Roraima e Amazonas. Em 1992, o governo brasileiro demarcou uma área para esses indígenas, a Reserva Ianomâmi, com 96.650 km2.

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