Marajó é a maior ilha fluviomarítima (de rio e mar) do mundo. Localiza-se na foz do rio Amazonas, na região Norte, logo ao sul da linha do equador. É na ilha de Marajó que ocorre a pororoca — a formação de ondas gigantescas no encontro das águas do rio Amazonas com o oceano Atlântico.

A ilha ocupa uma área de 48.000 km2 (é maior que a Suíça) e faz parte do estado do Pará. As fazendas de criação de búfalos são a característica de Marajó; algumas delas têm área turística, para receber hóspedes. A extração de borracha e a criação de gado, especialmente búfalo, são a principal atividade econômica. As principais cidades são Soure, Breves e Chaves.

Natureza preservada

Por ser uma área pouco habitada, Marajó tem a ecologia preservada. Praias de rio com dunas de areia, lagos, igarapés e uma rica fauna fazem de Marajó um santuário ecológico. A cada seis meses, a paisagem se transforma. Na estação das chuvas (de outubro a abril), as matas e os campos ficam cobertos pelas águas dos rios e os animais se abrigam no alto das árvores. As casas são construídas sobre palafitas (pilastras altas de madeira), para ficarem protegidas das cheias dos rios. Nos meses de seca (maio a setembro), podem ser observados os animais e a vegetação.

A parte ocidental da ilha, que dá para o continente, é cortada por numerosos igarapés e rios, formando pequenas ilhas. Marajó é banhada pelos rios Amazonas e Tocantins (chamado de rio Pará nesse trecho) e pelo oceano Atlântico.

Cerâmica marajoara

No século XIX, escavações arqueológicas descobriram peças de cerâmica artística muito elaboradas, do século X a.C., que estão entre as peças de arte mais antigas das Américas. A cerâmica marajoara destaca-se pela bela decoração, feita com motivos geométricos. Com formatos originais e técnicas variadas, algumas são pintadas em vermelho, branco e preto; todas são entalhadas e muitas têm alto-relevo. Os indígenas faziam objetos cerâmicos para uso diário, como tigelas, pratos, jarros, tangas, chocalhos, bancos, além de estatuetas, peças religiosas e urnas funerárias, com formas humanas ou de animais. Há vários anos, os artesãos de Icoaraci, em Belém, dedicam-se à preservação da cultura marajoara.

População

Marajó foi habitada por diversos povos indígenas, como os aruãs, que viviam na ilha quando os portugueses chegaram ao Brasil e que foram expulsos pelos caraíbas. A população atual é composta, na maioria, por caboclos (mestiços de branco e índio).

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