A ilha de Páscoa, situada no sudeste do oceano Pacífico, é a parte situada mais a leste das ilhas polinésias. A ilha pertence ao Chile e é famosa por suas gigantescas estátuas de pedra, conhecidas como moais. Com uma população de 3.304 habitantes (estimativa de 2002), sua área é de 163 km2.

Bastante isolada em relação a outras terras, a ilha de Páscoa se localiza 3.540 quilômetros a oeste da costa do Chile e 1.900 quilômetros a leste da ilha de Pitcairn e da Polinésia Francesa (seus vizinhos mais próximos). Ela forma um triângulo retângulo, com 22 quilômetros no lado maior e 11 quilômetros nos dois lados menores. Seu ponto culminante é o monte Terevaka, a 600 metros de altitude.

Na língua polinésia de seus habitantes originais, a ilha de Páscoa é conhecida como Rapa Nui (“Ilha Grande”) ou Te Pito o te Henua (“Umbigo do Mundo”). Os holandeses, primeiros europeus a visitarem-na, a chamaram de Paaseiland (“Ilha de Páscoa”), em homenagem ao dia em que lá chegaram, um domingo de Páscoa.

População

A população da ilha é mista. A predominância é de polinésios, mas os chilenos se incorporaram a partir do século XX. Os polinésios locais são provavelmente originários das ilhas Marquesas (hoje parte da Polinésia Francesa). O vocabulário original rapa-nui foi perdido, a não ser por algumas expressões misturadas de termos polinésios e não polinésios, fixadas antes que o dialeto taitiano fosse introduzido por missionários, em l864, em meio a uma população dizimada. Hoje o espanhol é amplamente falado.

Em suas tradições, os ilhéus se dividem em dois grupos étnicos distintos, os “orelhas-compridas” e os “orelhas-curtas”. No entanto, o casamento entre pessoas dos dois grupos é comum.

A grande maioria dos habitantes vive na cidade de Hanga Roa, situada na abrigada costa oeste.

História

O primeiro europeu a desembarcar na ilha de Páscoa foi o almirante holandês Jacob Roggeveen, que ali permaneceu apenas um dia, em 1722. Ele e seu pessoal encontraram uma população que descreveram como sendo de tipos físicos misturados, a qual venerava gigantescas estátuas acendendo fogueiras em homenagem a elas e lhes fazendo reverências até o nascer do sol.

Em 1770, uma expedição enviada pelo vice-rei do Peru redescobriu a ilha. Os espanhóis passaram quatro dias na beira da praia e foram os primeiros a relatar que os aborígines tinham sua própria forma de escrita. Eles estimaram a população em cerca de 3 mil pessoas.

Uma guerra civil parece ter devastado a ilha antes de 1786, quando navegadores franceses chegaram e encontraram cerca de 2 mil habitantes no local. Inúmeros veleiros e navios baleeiros passaram a ancorar ali a partir de 1792. Por volta de 1860, a população local era de cerca de 3 mil habitantes, mas uma grande investida para capturar pessoas para vendê-las como escravos, empreendida pelo Peru em 1862, seguida de uma epidemia de varíola, quase acabou com todos os nativos. Restaram só 111 habitantes. Em 1864, um missionário católico chamado Eugène Eyraud tornou-se o primeiro estrangeiro a se estabelecer na ilha. Ele converteu os poucos moradores ao cristianismo. Em 1870, começaram a chegar imigrantes vindos do Taiti, criadores de ovelhas. E, em 1888, a ilha foi anexada pelo Chile. A partir daí, cidadãos chilenos também começaram a se instalar na ilha.

Em 1965, o governo chileno indicou um governador civil, e os ilhéus se tornaram cidadãos chilenos plenos. Em apenas uma geração, os habitantes da ilha de Páscoa sofreram uma completa adaptação aos padrões chilenos, sem perder, porém, o orgulho por seus ancestrais nem suas habilidades e costumes. Anualmente, em fevereiro, os velhos e os jovens de ambos os sexos se encontram em torneios e competições para reviver as artes e os costumes antigos da ilha, como a escultura, a tatuagem, a construção de barcos de junco ou de bambu, e os cantos e as danças tradicionais.

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