Santa Helena é o nome de uma ilha e de um território inglês ultramarino no sul do oceano Atlântico, que fica a cerca de 2.000 quilômetros a oeste da costa sudoeste da África. Sua capital, Jamestown, é também porto. Santa Helena tem duas dependências: a ilha de Ascensão, que fica aproximadamente 1.200 quilômetros a noroeste, e o arquipélago de Tristão da Cunha, cerca de 3.000 quilômetros ao sul. A ilha de Santa Helena tem uma área de 122 km2 e sua população é de 4.000 habitantes (estimativa de 2012).

De origem vulcânica, a ilha tem muita cinza vulcânica e características rochosas, mas atualmente a atividade de seus vulcões está extinta.

A flora e a fauna nativas de Santa Helena, que existiram em isolamento durante milhões de anos, foram devastadas pela chegada dos seres humanos a partir do século XVI; posteriormente, a introdução de espécies estranhas ao meio continuou a prejudicá-las. No entanto, algumas espécies, únicas no mundo, sobreviveram. Os animais nativos da ilha tendem a ser de pequeno porte. Destacam-se os invertebrados, como o caracol-vermelho e uma variedade de insetos, além de uma espécie do pássaro chamado tarambola.

A maioria dos ilhéus é produto da mestiçagem de europeus (principalmente ingleses), asiáticos e africanos. A única língua falada é o inglês, e a religião predominante é a anglicana. Em Jamestown, a única cidade da ilha, vive cerca de um quarto da população. Santa Helena é administrada por um governador, que representa a coroa britânica.

A ilha foi descoberta em 1502, em 21 de maio, que é o dia de Santa Helena, mãe do imperador romano Constantino. O descobridor da ilha foi o navegante João da Nova. Até 1588 somente os portugueses sabiam da existência da ilha.

Em 1659, a empresa britânica Companhia das Índias Orientais tomou posse da ilha. Houve uma breve ocupação holandesa em 1673. Nesse ano metade dos habitantes eram escravos trazidos da África, mas entre 1826 e 1836, com a volta do domínio britânico, todos eles ganharam a liberdade. O isolamento de Santa Helena tornou-a ideal para as potências da Europa escolherem-na como lugar apropriado para o exílio de Napoleão, que ficou confinado ali desde outubro de 1815 até sua morte, em maio de 1821.

Tristão da Cunha

Tristão da Cunha é o nome de uma ilha, de um arquipélago e de uma dependência do território inglês ultramarino de Santa Helena, a meio caminho entre o sul da África e a América do Sul. O território se compõe de seis pequenas ilhas, das quais cinco — Tristão da Cunha, Inacessível, do Rouxinol, do Meio e Stoltenhoff — não são habitadas.

O grupo de ilhas foi descoberto em 1506 por um almirante português, Tristão da Cunha. Duas tentativas frustradas de povoá-las durante o século XVII e outra em 1810 precederam a instalação de uma guarnição britânica em Tristão da Cunha em 1816, quando o arquipélago foi formalmente anexado à Grã-Bretanha. Um administrador, subordinado ao governador de Santa Helena, representa a coroa inglesa. A ilha de Tristão da Cunha tem 98 km2 e sua população é de 261 habitantes (estimativa de 2012).

Ascensão

A ilha de Ascensão fica no Atlântico Sul e é uma dependência do território inglês ultramarino de Santa Helena. O principal povoado e sede da administração da ilha é Georgetown.

A ilha foi descoberta pelo navegador português João da Nova no Dia da Ascensão (a quinta-feira entre o quinto e o sexto domingos depois da Páscoa) do ano de 1501. Permaneceu desabitada até 1815, quando fuzileiros navais ingleses foram destacados para prender Napoleão caso ele conseguisse fugir desde a ilha de Santa Helena. Um administrador, subordinado ao governador de Santa Helena, representa a coroa inglesa.

O acesso a Ascensão é limitado, embora iates particulares possam permanecer durante três dias, sujeitos à autorização do administrador da ilha. Ascensão tem 88 km2 e sua população é de 873 habitantes (estimativa de 2011).

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