Localizada no estado brasileiro do Tocantins, a ilha do Bananal é a maior ilha fluvial do mundo, com quase 20.000 quilômetros quadrados de extensão.

É cercada pelas águas dos rios Araguaia e Javaés e fica na parte da divisa de Tocantins com Mato Grosso que se estende de Goiás ao Pará. Seu território está dividido em três municípios: Pium, Lagoa da Confusão e Formoso do Araguaia.

Importante santuário ecológico, a ilha do Bananal tem muitas belezas naturais, com fauna e flora exuberantes. Para preservá-las, foi criado em 1959 o Parque Nacional do Araguaia, por decreto do então presidente Juscelino Kubitschek.

Pelo decreto original, toda a extensão da ilha pertencia ao parque. Contudo, na década de 1970, com o reconhecimento das comunidades indígenas locais, a área do parque foi reduzida para o terço norte da ilha. Os dois terços restantes foram destinados ao Parque Indígena do Araguaia. Em 1998, essa porção foi novamente dividida, ficando uma parte reconhecida como Território Indígena Inãwébohona.

Vivem hoje na ilha os índios das etnias carajá-javaé, tapirapé e avá-canoeiro, distribuídos em quinze aldeias.

Clima, fauna e flora

O clima é tropical semiúmido, com temperaturas que variam entre 22 °C e 38 °C ao longo do ano. Isso, mais a sua localização (entre a floresta amazônica e o Cerrado), favorece a diversidade de espécies animais e vegetais em toda a extensão da ilha.

Vivem ali onças-pintadas, botos, garças-azuis e tartarugas-da-amazônia, entre outros animais. Entre as plantas mais conhecidas estão orquídeas, maçarandubas, piaçavas e canjeranas, além de diversas outras.

No mês de março, quando chove bastante, parte da ilha é inundada pelas águas do rio Araguaia e fica submersa.

Atualmente, mesmo com os decretos que protegem as terras indígenas e o Parque Nacional do Araguaia, pecuaristas e comerciantes de peixe fazem pressão para que seja liberada a exploração das riquezas naturais.

As comunidades indígenas têm se organizado para resistir às pressões, ao mesmo tempo em que buscam maneiras de explorar de maneira sustentável a pesca na região, com a ajuda de órgãos governamentais.

Visitação

Para visitar a ilha é preciso ter autorização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e da Funai (Fundação Nacional do Índio).

O acesso acontece principalmente por barco, e há pouca infraestrutura local para receber turistas. O único alojamento disponível pertence ao Ibama e recebe o visitante por no máximo dois dias.

Nos períodos de estiagem, há opções de passeio por terra e por água para chegar às praias de areias amareladas e águas calmas do rio Araguaia.

Durante esses passeios, pode-se avistar uma infinidade de pássaros, como bem-te-vis, uirapurus, sabiás, azulões e garças, e de outros animais silvestres, como guaxinins, jaguatiricas, pacas e guarás.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.