As ilhas Faroe são um arquipélago, ou conjunto de ilhas, situado no oceano Atlântico Norte, entre a Islândia e a Noruega. Elas são uma região autônoma do Reino da Dinamarca. Há 17 ilhas habitadas e uma não habitada, além de diversas ilhotas e recifes. As principais ilhas são Streymoy (a maior do grupo), Eysturoy, Vágar, Suduroy, Sandoy, Bordoy e Svínoy. A capital é Tórshavn, localizada na ilha Streymoy. O arquipélago tem 1.399 km2, e sua população é de 48.300 habitantes (estimativa de 2014).

Geografia

As ilhas Faroe são compostas de rochas vulcânicas cobertas por uma fina camada de solo de turfa. O ponto mais alto do arquipélago é o monte Slaettara, com 882 metros de altitude. As costas são profundamente recortadas por fiordes, e as passagens estreitas entre as ilhas são agitadas por fortes correntes de maré.

O clima é oceânico e ameno, com pouca variação de temperatura e com frequentes nevoeiros e chuvas.

Fauna e flora

As rochas das ilhas Faroe servem de ninho para milhões de aves marinhas, entre elas os papagaios-do-mar atlânticos. A vegetação consiste de arbustos baixos e de urze, adequada para o pastoreio de ovinos.

População

A maioria dos habitantes das ilhas Faroe é de origem escandinava, descendente de vikings noruegueses que colonizaram as ilhas no século IX. Cerca de um quarto da população vive em Tórshavn; o restante vive em pequenos assentamentos, quase todos nas regiões costeiras. As línguas oficiais são o faroese (similar à língua islandesa) e o dinamarquês. O inglês também é amplamente falado. A maioria dos ilhéus pratica a religião luterana.

Economia

Desde 1900, a economia agrícola das ilhas (principalmente de gado ovino) mudou para uma economia baseada na pesca e suas indústrias relacionadas, como a exportação de bacalhau congelado e seco. Pouca terra é cultivada; a cultura principal é a grama para ovinos. Combustíveis, manufaturas básicas e equipamentos de transporte são as principais importações. O porto principal fica em Tórshavn, e há um aeroporto em Vágar. Serviços regulares de transporte marítimo conectam as ilhas com a Dinamarca, a Islândia e, no verão, com as ilhas Shetland (da Escócia).

História

As ilhas foram primeiramente habitadas por monges irlandeses, por volta do século VIII. No século seguinte, foram colonizadas pelos vikings. As ilhas Faroe se tornaram uma província da Noruega em 1035 e passaram para a Dinamarca, com o resto da Noruega, em 1380.

No século XIX, um movimento nacionalista surgiu nas ilhas. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha controlou as ilhas Faroe, enquanto os alemães ocuparam a Dinamarca — uma situação que reforçou o desejo de autonomia por parte dos faroenses. Em 1948, foram concedidas às ilhas a autonomia — sob a autoridade da Dinamarca, com um parlamento unicameral chamado Løgting —, sua própria bandeira, hino nacional e unidade de moeda (a coroa faroesa). As ilhas Faroe optaram por não fazer parte da União Europeia.

Na década de 1990, o arquipélago passou por uma crise econômica e precisou da ajuda do governo dinamarquês. No século XXI, as ilhas se recuperaram, impulsionadas pela perspectiva da exploração de petróleo em alto-mar e por um movimento independentista crescente.

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