As ilhas Marianas do Norte são uma comunidade autônoma associada aos Estados Unidos (EUA). A comunidade se compõe de 22 ilhas e ilhotas no oceano Pacífico ocidental, na Oceania. As principais ilhas são Rota, Tinian e Saipan, onde fica a capital. A população da comunidade é de 51.500 habitantes (estimativa de 2014) e a área total é de 457 km2.

Geografia

Muitas das ilhas são vulcânicas. O monte Pagan entrou em erupção em 1922 e mais quatro vezes nos anos 1980 e 1990. O vulcão Agrihan tem o pico mais alto das Marianas do Norte, a 965 metros de altitude. Além de Guam, que é outra ilha ao sul pertencente aos EUA, os vizinhos mais próximos das Marianas são as ilhas Bonin (ao norte) e as ilhas Carolinas (que fazem parte dos Estados Federados da Micronésia), a sudeste.

O clima é tropical; a temperatura média anual em Saipan varia entre 26°C e 28°C. Chuvas pesadas são comuns, e as ilhas são atingidas periodicamente por tufões.

População

Os habitantes nativos das ilhas Marianas do Norte são micronésios. Cerca de 20 por cento da população total é formada por chamorros, descendentes dos habitantes originais que se miscigenaram com espanhóis, mexicanos, filipinos, europeus e asiáticos de variadas origens. Outros 25 por cento da população são de origem filipina, e um quarto dos habitantes tem ascendência chinesa.

Aproximadamente metade da população das ilhas Marianas do Norte não é de cidadãos locais. Essas pessoas vêm de outros países, geralmente da Ásia, para trabalhar nas ilhas.

Quase 90 por cento da população vive em Saipan e segue a religião católica. Há também uma pequena porcentagem de budistas. A língua principal é o chamorro, que é relacionado ao indonésio. O carolíneo e o inglês também são idiomas oficiais.

Economia

O turismo é a principal atividade econômica. As ilhas recebem muitos visitantes do Japão e dos Estados Unidos, que normalmente se hospedam em Saipan ou em Rota.

Investidores da Coreia do Sul, da China e das Filipinas vêm ampliando a produção de roupas e acessórios nas ilhas. A agricultura de subsistência, que inclui o cultivo de taioba, mandioca, inhame, fruta-pão, legumes e bananas, é praticada por muitos moradores das ilhas para complementar sua renda.

História

Evidências históricas indicam que as ilhas Marianas do Norte foram povoadas por um povo insular originário do sudeste da Ásia.

O navegador português Fernão de Magalhães foi o primeiro europeu a chegar às Marianas, em 1521. Magalhães deu-lhes o nome de Ladrones (“ladrões”, em espanhol), porque alguns ilhéus levaram um pequeno escaler que estava amarrado a um de seus navios.

Em 1565, o explorador Miguel de Legazpi proclamou a soberania espanhola sobre as ilhas Ladrones. O aventureiro britânico Thomas Cavendish foi o visitante seguinte, em 1588. Ele fez um pouco de comércio, e, ao zarpar, mandou seus homens abrirem fogo para desencorajar os ilhéus a segui-los.

Os estrangeiros trouxeram tecidos e utensílios de ferro, que foram trocados por alimentos frescos, mas deixaram também diversas doenças infecciosas, como gripe, varíola, hanseníase, doenças venéreas e tuberculose. Isso provocou uma grande redução da população indígena, que não tinha defesas contra essas doenças.

Foi em 1668, com a chegada do jesuíta Diego Luis de Sanvitores, acompanhado de padres, leigos, mulheres e alguns soldados filipinos, que a colonização das ilhas começou. Sua missão foi financiada pela regente da Espanha, Mariana da Áustria., O nome das ilhas foi mudado em homenagem a ela.

No final do século XIX, as Marianas foram vendidas pela Espanha à Alemanha. O controle alemão terminou com a Primeira Guerra Mundial. Em outubro de 1914, a marinha japonesa tomou posse das Marianas do Norte e do restante da Micronésia.

Os Estados Unidos invadiram as Marianas na Segunda Guerra Mundial e, em 1947, passaram a administrar as Marianas do Norte como parte do Protetorado das Ilhas do Pacífico. As ilhas Marshall e as Carolinas, outros grupos de ilhas da Micronésia, também foram incluídas no protetorado.

Num plebiscito, em 1975, a população aprovou o estatuto de comunidade em associação com os EUA. O presidente dos Estados Unidos é o chefe de Estado das Marianas do Norte, e um governador local, com mandato de quatro anos, é eleito pelos habitantes das ilhas.

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