As ilhas de Trindade e Martim Vaz têm origem vulcânica e estão localizadas no oceano Atlântico, a cerca de 1.200 quilômetros de Vitória, no estado do Espírito Santo.

Levando em conta as ilhas oceânicas, são o ponto mais extremo a leste de todo o território brasileiro. Pertencem ao estado do Espírito Santo e fazem parte da região chamada informalmente Amazônia Azul.

As ilhas de Trindade e Martim Vaz surgem como parte de uma cadeia de montanhas submersas ligada ao solo continental brasileiro e elevam-se a 5,5 mil metros do fundo do mar.

A área da ilha de Trindade tem pouco mais de 8 km2. Martim Vaz, somada às outras ilhotas e rochedos que compõem o conjunto, tem cerca de 0,3 km2 (30 hectares). Estão separadas uma da outra por uma distância de 49 quilômetros.

Originadas há cerca de 3 milhões de anos, as ilhas antigamente eram cobertas por uma floresta tropical. Hoje, entretanto, o que existe ali são ervas e gramíneas, além de samambaias gigantes, com árvores de até 6 metros de altura.

Pequenas e notáveis

De difícil acesso, as ilhas, embora pequenas, têm grande importância estratégica devido à localização. Além disso, têm fauna e flora de grande valor, com muitas espécies exclusivas.

A ilha de Trindade concentra grande número de tartarugas e aves marinhas, além de caranguejos. Há também muitas cabras, que foram levadas por navegadores em data desconhecida.

A Marinha brasileira ocupa a ilha de Trindade desde 1957 e só permite que ela seja visitada por cientistas e militares. Pouco mais de trinta pessoas se revezam em sua ocupação.

História

As ilhas foram descobertas provavelmente em 1501. Há registros de muitas visitas a elas, apesar das dificuldades de acesso, pois navegadores de várias procedências as utilizavam como parada oceânica.

Existem muitas histórias misteriosas sobre piratas e tesouros envolvendo principalmente a ilha de Trindade. Há também relatos de ocupação irregular, como a ocorrida por ingleses em breves períodos, entre 1755 e 1882, quando finalmente o Brasil passou a ter a posse definitiva desses territórios.

Entre 1924 e 1926, funcionou na ilha de Trindade uma cadeia que abrigava prisioneiros do movimento tenentista. A ocupação contínua da ilha, entretanto, só aconteceu mesmo a partir de 1957.

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