Os jivaros são um povo indígena (ou nativo americano) do alto rio Amazonas. Vivem na Montaña (a vertente oriental da cadeia de montanhas dos Andes), parte da Amazônia que fica no Equador e no Peru, ao norte do rio Marañón. Sua língua se chama aguaruna. Nenhum censo recente e acurado foi feito sobre esse povo, mas calcula-se que restavam entre 15 mil e 50 mil indivíduos no início do século XXI.

Os jivaros praticam a agricultura típica das florestas tropicais, plantando mandioca, milho, batata-doce e outros produtos da terra, além de coletar frutos silvestres, pescar e caçar. Sua arma principal é a zarabatana — um tubo cumprido de madeira por onde se sopram dardos envenenados. Famílias aparentadas vivem em uma grande casa comunitária, e não em uma aldeia.

Assim como outros povos da Montaña, os jivaros são guerreiros. Apesar da influência dos missionários jesuítas, eles ainda se orgulham de nunca ter sido realmente conquistados. Os jivaros ficaram famosos por sua técnica de reduzir a cabeça cortada de inimigos ao tamanho de uma laranja. Essas cabeças reduzidas (tsantsas) eram preparadas com a remoção da pele e sua fervura; depois, pedras quentes e areia eram colocadas dentro do crânio para encolhê-lo ainda mais. A caça de cabeças era motivada pelo desejo de vingança e pela crença de que a cabeça de um inimigo dava um poder sobrenatural a quem a tivesse cortado.

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