Jornalismo é o ramo da comunicação social dedicado à difusão de informações de atualidade. Os profissionais que se dedicam a essa atividade são chamados jornalistas. Para o desempenho dessa importante função social, são necessários os meios de comunicação e difusão: jornal, revista, rádio, televisão, internet e outros.

Origens

Foi a invenção da imprensa, por Gutenberg, por volta de 1450, que tornou possível a reprodução de textos em larga escala. Mas só em 1566, em Veneza, começaram a circular páginas impressas com notícias. Eram vendidas pelo preço de 1 gazetta (pequena moeda da época). Daí o nome com que ficou conhecido esse tipo de publicação. Gazeta acabou sinônimo de jornal.

No início do século XVII, essas folhas impressas já circulavam na Alemanha, na Holanda e na Inglaterra. Em 1631, o francês Théophraste Renaudot fundou a Gazette de France. Por sair com regularidade e ter caráter noticioso, essa publicação é considerada a primeira com características semelhantes ao jornal moderno.

Na época do Iluminismo, as gazetas e os jornais se multiplicaram. Além de noticiar fatos importantes (por exemplo, o terremoto de Lisboa, de 1755), deram voz às novas ideias e aos anseios de liberdade da época. Com a industrialização e o crescimento das cidades, aumentou o número de leitores. Apareceram os primeiros jornais populares (origem do jornalismo sensacionalista de nossos dias). No final do século XIX, novos equipamentos facilitaram a produção de jornais e publicações em geral. Teve início a fase do jornalismo industrial.

Características

A transformação do jornalismo em atividade industrial passou a exigir preparo cada vez maior dos jornalistas. A escolha dos assuntos (pauta), sua apuração (levantamento de dados), redação e edição exigem divisão de trabalho entre profissionais especializados (repórteres, produtores, editores, diagramadores). O produto oferecido ao público é sempre uma obra coletiva.

Os textos publicados num jornal têm diferentes formatos. Artigos são textos, em geral assinados, em que predomina a opinião do autor. Podem ou não ser escritos por jornalistas profissionais. Editoriais são artigos não assinados mas que expressam a opinião da empresa jornalística dona da publicação.

Uma notícia é o relato de um fato de atualidade. O que faz um fato se tornar uma notícia é sua novidade, sua proximidade com o público leitor, sua dimensão e o modo como afeta as pessoas. Ao redigir a notícia, o jornalista procura responder, com a maior objetividade possível, às perguntas: o que, quando, como, onde, por quê? O aprofundamento ou o encadeamento de notícias constitui uma reportagem.

No século XX, o rádio, a televisão, o cinema e a internet (com seus blogs e websites) se tornaram veículos do jornalismo. Com as novas mídias, mudou a forma de apresentação das informações, mas a notícia continua sendo a matéria-prima da atividade jornalística.

O direito à informação

O surgimento dos jornais tornou possível a ampla circulação de ideias, opiniões e informações. Sujeitos a críticas, os governantes começaram a tolher a liberdade de opinião. A imprensa passou a sofrer censura. Hoje, nos países democráticos, foi abolida a censura prévia (proibir um assunto antes que seja publicado). A livre manifestação do pensamento, contudo, é regulada em lei. É crime, por exemplo, inventar fatos ou prejudicar a imagem de uma pessoa. Quem se sentir pessoalmente atingido por uma notícia de jornal pode buscar reparação na justiça.

Apesar dos eventuais erros e exageros do jornalismo, nada é pior do que viver sob um governo que pratica a censura e impede o livre acesso dos cidadãos à informação. Mais do que lutar pela liberdade de expressão, o jornalismo contemporâneo assegura a livre circulação da informação e facilita a inserção das pessoas no mundo em que vivem. Pela mídia, as pessoas ficam sabendo dos atos do governo, das tendências sociais, dos rumos da economia. Com base nessas informações, tomam importantes decisões de caráter pessoal.

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