O livro é uma obra impressa que funciona como meio de comunicação. Comunicar significa trocar ideias e informações. O livro é formado por um conjunto de páginas geralmente protegidas por uma capa. Existem livros sobre os mais variados assuntos. Romances, obras de poesia, histórias infantis, volumes didáticos e obras sobre culinária e sobre autoajuda estão entre os tipo mais comuns de livros.

Do manuscrito à impressão

O primeiro passo para o surgimento de um livro é a criação do original (também chamado de manuscrito) pelo autor. O original é o texto de um livro antes de ser publicado. Quando o manuscrito fica pronto, o autor procura uma editora que tenha interesse em seu trabalho. A editora é uma empresa que produz e vende livros. Ela ajuda o autor a aperfeiçoar o original, conferindo ideias e informações, verificando a clareza da linguagem e corrigindo erros gramaticais e de conteúdo.

O manuscrito é em seguida encaminhado ao diagramador ou artista gráfico, responsável pelo projeto visual, ou projeto gráfico. Ele se encarrega da disposição do texto e das ilustrações nas páginas, para que o livro fique bonito e fácil de ler. A capa do livro é criada por um capista ou pelo próprio diagramador.

Editores, preparadores de texto, revisores, artistas gráficos e diagramadores trabalham no projeto até considerá-lo pronto para publicação. Muitas tarefas são feitas por meios eletrônicos. O trabalho então é salvo em arquivos de computador.

Na gráfica

A fase seguinte ocorre na gráfica, onde o livro é impresso. O material salvo em computador é transferido para placas de impressão. Essas placas são lâminas de metal ou de plástico em que são gravados o texto e as imagens. Colocadas em máquinas impressoras, as placas reproduzem no papel as páginas do livro.

A impressão pode ser feita em folhas ou em bobinas de papel. Depois de impresso, o papel é dobrado, cortado e separado em grupos de páginas (cadernos), que são colados e costurados, formando o miolo. Por último vem a colagem da capa, que pode ser de papel ou de material mais resistente (capa dura).

História

As formas mais antigas de livros (como os rolos de papiro egípcios) datam de 3000 a.C. Esses rolos eram longas tiras de papiro, material semelhante ao papel feito com a planta do mesmo nome. Textos gravados em tabletes ou tabuletas de argila, em peles de animais e em bambu também são considerados ancestrais do livro. Por volta do ano 100 d.C., os chineses inventaram o papel. Na Europa, o pergaminho, feito com peles de animais, foi usado por muito tempo. O primeiro equipamento para produção de papel só chegou à Europa no século XIV.

Nessa época era difícil produzir livros. Os textos eram escritos à mão. Muitas obras feitas na Europa e no mundo árabe tinham desenhos elaborados, chamados iluminuras. Os livros eram caros e raros. Os únicos que conseguiam lê-los eram os ricos e poderosos, além de certos estudiosos e líderes religiosos.

A invenção da impressão com tipos móveis mudou esse quadro. Por volta de 1450, o artífice alemão Johannes Gutenberg criou um novo processo para produzir livros. Gutenberg usou tipos (ou letras) de metal que permitiam formar palavras. Dispondo os tipos em uma espécie de forma, ele compunha páginas. A seguir, passava tinta sobre a superfície metálica e pressionava folhas de papel sobre elas, obtendo as páginas impressas. Os tipos e as formas podiam ser reutilizados.

A invenção de Gutenberg tornou mais rápida a produção de livros. No século XVI, milhares de tipografias produziam milhões de exemplares. Desde então, o livro deixou de ser privilégio de poucos.

Hoje em dia os livros são editados em praticamente todos os idiomas. Computadores domésticos permitem que as pessoas publiquem seus próprios livros. Muitas obras podem ser baixadas da internet ou lidas em sites. Desde o início do século XXI têm ganhado força os livros eletrônicos, ou e-books. Os e-books são lidos em dispositivos como tablets e e-readers (leitores eletrônicos). Tudo isso faz com que os livros hoje sejam mais acessíveis do que nunca.

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