A mata Atlântica é uma formação florestal presente na maior parte no território brasileiro, que se estende até o Paraguai e a Argentina. Seu clima vai do tropical ao subtropical e estão em seu território algumas das regiões mais chuvosas do Brasil.

Contínua como a floresta Amazônica na época do descobrimento, a mata Atlântica era a segunda maior floresta tropical do Brasil. Era encontrada, ao longo do litoral, de Santa Catarina ao Rio Grande do Norte. Nas regiões Sul e Sudeste entrava pelo interior, chegando até a Argentina e o Paraguai. Cobria total ou parcialmente dezessete estados brasileiros e era habitada por uma população numerosa de povos indígenas. Sua devastação se iniciou já na época da colonização, no século XV. Primeiro pela exploração do pau-brasil, depois pela abertura de áreas para o plantio da cana-de-açúcar, no Nordeste, e do café, no Sudeste. No Paraná, a devastação se deu pela exploração da madeira das araucárias.

Hoje, mais de 90 por cento da floresta original está totalmente destruída e 75 por cento do que restou corre risco de extinção total. É considerada a segunda floresta mais ameaçada de extinção do mundo. Seu ritmo de desmatamento é 2,5 vezes superior ao da Amazônia.

Apesar de reduzida a poucos trechos, a biodiversidade de seu ecossistema continua a ser uma dos maiores do planeta. Segundo os botânicos, a mata Atlântica possui mais de 25 mil espécies, sendo que boa parte delas só existe na região. Para se ter uma ideia do que isso significa, em toda a Europa existem pouco mais de 12 mil espécies e na América do Norte, 17 mil. Na mata Atlântica vivem cerca de 160 espécies de aves e 183 de anfíbios. Entre os mamíferos, dos quais muitos estão ameaçados de extinção, estão o mico-leão-dourado, a jaguatirica, a onça-pintada, o mono-carvoeiro e o tamanduá.

No Parque Estadual da Serra do Mar, no estado de São Paulo, que tem 315 mil hectares e abrange 23 municípios do litoral e do vale do Paraíba, está concentrada a maior parte da mata Atlântica ainda existente no Brasil em remanescentes contínuos.

O Parque Nacional da Tijuca, no estado do Rio de Janeiro, tem 3.953 hectares e ocupa um fragmento da mata Atlântica. Em 1861, dom Pedro II ordenou a desapropriação territorial na área em uma initiciativa pioneira de conservação e reflorestamento. A floresta do parque é rica em espécies da fauna e da flora, algumas nativas e outras raras em perigo de extinção. Sendo um parque urbano, o da Tijuca é importante para a conservação mas também por servir como uma área de lazer orientada ao ecoturismo.

Para lutar pela preservação do que resta da floresta e da fauna, foi criada, em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica.

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