Monarquia é a forma de governo que tem no comando uma única pessoa, o monarca — que pode ser um rei, uma rainha, um imperador ou uma imperatriz. As monarquias já foram muito comuns em todo o mundo, mas hoje em dia são poucas.

Os monarcas quase sempre têm reinado vitalício ou seja, ficam no cargo até morrer. Além disso, a maioria das monarquias é hereditária. Isso significa que, quando o monarca morre, um filho, uma filha ou outro parente o sucede. Contudo, alguns dos primeiros monarcas chegaram ao poder por eleição. O Sacro Império Romano-Germânico seguiu essa tradição, embora os eleitores do imperador fossem limitados a uns poucos integrantes da alta nobreza.

Formas de monarquia

Existem vários tipos de monarquia. Numa monarquia absoluta o monarca tem poder ilimitado. Hoje, a monarquia absoluta é menos comum do que a monarquia constitucional. Na monarquia constitucional, ou limitada, o país é administrado por um governo eleito. Nesse caso, o monarca tem muito pouco poder.

História

As monarquias existem desde que as pessoas começaram a formar civilizações. Na Antiguidade, alguns povos, como os egípcios, viam seu monarca como um ser divino ou até mesmo um deus. A partir do século XVI, muitos monarcas europeus afirmaram que seu poder vinha diretamente de Deus. Essa ideia era chamada “direito divino dos reis”.

No século XVIII, contudo, um número crescente de cidadãos passou a ver os monarcas não como governantes divinos, mas como tiranos brutais. Em 1776, os colonos americanos se libertaram da monarquia britânica e formaram uma república — país governado pelo povo, por meio de seus representantes eleitos. À medida que em todo o mundo outras colônias conquistavam a independência, quase sempre a forma de governo adotada acabava sendo a república.

Em 1789, o povo da França deu início à Revolução Francesa. A revolução derrubou o rei e transformou a França numa república, um país governado pelo povo, por meio de seus representantes eleitos. Essa república não durou muito, mas a França nunca voltou à sua forma antiga e as ideias da Revolução Francesa se espalharam para muitos outros países. Em 1799, Napoleão Bonaparte, um jovem e bem-sucedido general, derrubou o governo revolucionário e se declarou o líder de um novo governo, chamado Consulado. Napoleão ficou tão poderoso que em 1804 se declarou imperador da França, com o nome de Napoleão I. Imperadores e reis governaram então a França pela maior parte dos setenta anos seguintes. A França só se tornou definitivamente república em 1871.

A Primeira Guerra Mundial (1914–18) significou o fim de muitas monarquias europeias, entre elas a russa, a alemã e a austro-húngara. Hoje, esse sistema sobrevive no Reino Unido, na Espanha, na Suécia, na Holanda, no Marrocos, na Jordânia, no Japão e em alguns outros países, na forma de monarquias constitucionais. Na Arábia Saudita (no Oriente Médio) e na Suazilândia (na África), no entanto, a monarquia é de um tipo mais fechado e mais autoritário.

Monarquia e império no Brasil

Quando o imperador francês Napoleão Bonaparte invadiu Portugal, em 1808, a família real portuguesa fugiu para o Brasil, até então colônia portuguesa, e criou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. O rei voltou a Portugal em 1821, mas deixou no Brasil, como regente, seu filho Pedro. No ano seguinte, Pedro declarou a independência do Brasil e se tornou imperador da nova nação como dom Pedro I. Era o dia 7 de setembro de 1822. A primeira Constituição brasileira foi promulgada em 25 de março de 1824. Dom Pedro I abdicou do trono em 7 de abril de 1831 e voltou para Portugal, deixando para trás seu filho e herdeiro, de 5 anos, que viria a ser dom Pedro II.

Em 1889, o imperador foi forçado a deixar o trono por um golpe militar, comandado pelo marechal Deodoro da Fonseca e apoiado por antigos proprietários de escravos que se ressentiam da abolição da escravatura. Assim, a partir do dia 15 de novembro de 1889, o Brasil se tornou uma república. O primeiro presidente foi o marechal Deodoro da Fonseca.

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