Moradia é o local onde as pessoas moram. Tanto pessoas quanto animais precisam de proteção contra certos elementos de seu ambiente. A moradia dos animais normalmente é chamada de abrigo. Abrigos mantêm os animais em segurança e os protegem contra intempéries, predadores e outros perigos. Algumas espécies, como raposas, toupeiras e suricatos, fazem tocas no chão. A maioria dos pássaros constrói ninhos em árvores, nas laterais de penhascos ou no chão. As abelhas formam ninhos chamados colmeias, que podem ser encontradas em árvores ou no solo. Castores constroem abrigos feitos de galhos e de lama que os protegem contra o meio ambiente e os predadores. A maioria dos animais encontra algum tipo de abrigo.

Ao longo do tempo, os seres humanos aprenderam que podiam criar moradias para se adaptar a diferentes climas. Esse foi um dos fatores que lhes permitiu viver em todas as partes do planeta, em diferentes condições ambientais.

Clima

Ao construir suas moradias, as pessoas levam em consideração o clima do local onde vivem. Em áreas com dias quentes e noites frias, casas feitas de terra ou de tijolos fornecem isolamento contra o calor. Tetos altos também permitem que o ar quente suba. Casas tradicionais do Oriente Médio e do norte da África têm telhados planos. Ali, as famílias jantam e dormem ao ar livre, aproveitando a atmosfera fresca da noite. Em regiões quentes também é comum pintar as casas de branco, para que reflitam a luz solar.

Nos climas quentes e úmidos, é importante que as moradias proporcionem uma boa circulação de ar e proteção contra chuvas fortes. Os nativos americanos da tribo seminole, na Flórida, constroem as chickees, casas com piso elevado e laterais abertas, o que auxilia na circulação do ar. Telhados íngremes feitos de palha e com beiral comprido ajudam a chuva a escoar e proporcionam sombra.

Pessoas que vivem em regiões de altas temperaturas querem moradias que mantenham o ar quente do lado de fora, mas aquelas que vivem no frio precisam de habitações que impeçam o ar quente de escapar. Os habitantes das regiões árticas vivem em um clima extremamente severo. Alguns constroem iglus de neve e de gelo, certificando-se sempre de que não há fissuras por onde o ar quente possa vazar. Muitos elaboram casas parcialmente subterrâneas que têm um ótimo isolamento térmico. Nos Alpes, aldeias são construídas nas encostas mais ensolaradas, normalmente de frente para o sul, de modo a ficarem expostas à maior quantidade de luz solar. Nas montanhas mais altas da Suíça, os telhados são projetados para reter a neve, pois ela proporciona isolamento térmico durante o inverno.

Moradias também podem ser construídas para oferecer proteção contra o vento. As iurtas, tendas circulares em que vivem os nômades mongóis, conseguem suportar ventos fortes. Em áreas ventosas, muitas vezes as casas são erguidas em encostas.

Muitas casas em regiões costeiras ou em áreas que sofrem inundações frequentes são construídas sobre postes de suporte chamados palafitas. As palafitas permitem que a moradia fique longe do solo, evitando que ela seja afetada pelas águas.

Tipos de moradia

Permanente ou temporária

No início, as moradias humanas eram muito simples; feitas de folhas, galhos e peles de animais, duravam apenas alguns dias ou meses. Isso ocorria porque as pessoas sobreviviam da caça e da coleta. Elas iam aonde a comida estava, por isso não ficavam muito tempo no mesmo lugar. Quando as pessoas começaram a cultivar a terra e a criar animais, passaram a permanecer longos períodos em um mesmo local. Isso mudou a forma de projetar as moradias. Abrigos permanentes passaram a ser construídos, feitos de materiais mais duradouros, como barro, pedra e madeira. Por fim, materiais criados pelo homem, tais como tijolos, concreto, metais e plásticos, se tornaram comuns.

Nos dias de hoje, certos grupos ainda dependem de moradias temporárias. Nômades e refugiados se abrigam em tendas, casas flutuantes e trailers.

Cidades

As moradias também variam dependendo da quantidade de pessoas que vive em torno delas. As cidades grandes têm grandes populações. Muitas vezes, milhões de pessoas vivem em uma área relativamente pequena. Como resultado, são necessárias muitas moradias. Edifícios altos, como arranha-céus, fornecem habitação para centenas de pessoas sem ocupar muito espaço no chão. Esses edifícios são feitos de aço, um material muito forte, mas também muito leve.

Nem todas as moradias das grandes cidades são bem construídas. Em países economicamente menos desenvolvidos, é comum as pessoas migrarem do interior para as metrópoles a fim de procurar emprego. Muitas delas não têm dinheiro para bancar o custo de vida na cidade e acabam indo morar em áreas extremamente pobres e superlotadas. Essas áreas são conhecidas como favelas e são caracterizadas por moradias mal construídas, chamadas de barracos. Os barracos geralmente são feitos com materiais encontrados na rua. A estrutura inicial normalmente é erguida com pedaços de madeira. Com o tempo, materiais mais resistentes, tais como tijolos, blocos de concreto e chapas de metal, são incorporados.

Áreas rurais

As habitações rurais podem ser bastante diferentes das habitações urbanas. Enquanto a maioria das moradias urbanas é construída com aço, tijolos ou concreto, muitas habitações rurais são feitas de madeira, bambu, terra e outros materiais naturais.

História das moradias

As civilizações antigas desenvolveram diferentes técnicas de construção. No Egito antigo, quase todas as casas eram feitas de tijolos de barro secos ao Sol. Na Babilônia, as habitações eram muito semelhantes aos lares egípcios; porém, como a terra era pantanosa, as casas eram erguidas sobre plataformas de tijolos. Na Grécia antiga, as casas eram construídas com pedras, madeira e tijolos de argila. Já os romanos utilizavam tijolos de barro, madeira, lava, estuque, granito, mármore e vidro.

Durante a Idade Média, reis e membros ricos da nobreza construíam castelos de pedra. Os camponeses, porém, construíam suas casas de pau a pique, uma técnica que utiliza galhos, gravetos e barro. Muitas casas eram feitas de madeira, um material que queima com facilidade. Para evitar o problema dos incêndios, foi necessário procurar novos materiais, tais como pedra, ardósia e cerâmica. Com a Revolução Industrial do século XVIII, as pessoas aprenderam a usar o ferro para tornar os edifícios mais fortes e seguros. Mais tarde, no final do século XIX, engenheiros começaram a empregar o aço, o que lhes permitiu construir prédios altos, como os arranha-céus.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.