Os nambiquara (também chamados nambikwara, nambicuara ou nhambicuara) são um povo indígena que habita o Mato Grosso e Rondônia, entre o Cerrado e a floresta Amazônica. Sua língua, da família lingüística nambiquara, parece não ter relação com qualquer outra família lingüística da região. A população nambiquara, uma vez estimada em mais de 20.000, foi devastada por doenças introduzidas pelo homem branco, como o sarampo e a varíola. Segundo a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), em 2010 os nambiquara somavam 1.950 indivíduos.

Os nambiquara estão agrupados em pequenas aldeias, principalmente perto dos rios Juruena e Guaporé. O padrão de subsitência dos nambiquara varia durante o ano. Durante a estação seca eles são nômades, dedicam-se à caça e à colheita de plantas silvestres, passando cada noite em um lugar diferente. Na estação chuvosa são sedentários. Instalam-se em assentamentos temporários criados nas matas e dedicam-se à agricultura em pequenas roças, criando clareiras com a técnica de corte e queima.

Com o material das florestas também fazem artesanato, como colares, pulseiras, flechas e cestos, que vendem em feiras nos municípios vizinhos às suas aldeias.

A poligamia (um homem ser casado com mais de uma mulher ao mesmo tempo) é praticada pelo chefe de uma aldeia e outros homens importantes. Como outras etnias, os nambiquara marcam o início da puberdade femenina com um importante ritual que inclui uma festa com música e convidados de outras aldeias.

Os nambiquara acreditam em espíritos relacionados com as forças naturais. Um papel de liderança é desempenhado pelo xamã (ou sacerdote) que, acreditam, tem o poder de curar as doenças e de se comunicar com os espíritos.

Os nambiquara tiveram contato pela primeira vez com o homem branco quando omarechal Rondon, em 1913, participou da comissão de construção da linha telegráfica que ligaria Mato Grosso e Goiás, então regiões isoladas, aos grandes centros do país. Tanto os índios nambiquara como os parecis (outro povo da região) auxiliaram Rondon na instalação do telégrafo.

O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss estudou a cultura nambiquara quando realizou pesquisas no Brasil na década de 1930. Sua obra é uma importante fonte de referência sobre várias culturas indígenas do Brasil.

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