Os nenúfares são plantas que crescem em águas paradas ou de movimentação lenta. Eles gostam de mangues, pântanos, ribeiras e margens de lagos, em áreas tropicais e temperadas. Suas folhas flutuantes costumam atrair rãs.

Os nenúfares fornecem sombra e esconderijo para peixes e outros animais aquáticos. Servem também de alimento para peixes, patos e outros animais. Algumas pessoas cultivam nenúfares em tanques e lagos de jardins.

A vitória-régia é um grande nenúfar nativo da Amazônia. Suas folhas podem chegar a 2,5 metros de diâmetro, com bordas de até 10 centímetros de altura.

Folha, flor e fruto

Os nenúfares crescem a partir do fundo lamacento das massas de água. Grossos pecíolos submersos ficam enterrados na lama. Eles dão origem a talos longos que sustentam as folhas redondas e cerosas. Em geral, as folhas flutuam na superfície, mas às vezes são subaquáticas.

Uma única flor cresce na ponta de cada talo. Em forma de estrela ou cálice, as flores podem ser brancas, creme, rosadas, amarelas, vermelhas, alaranjadas, roxas ou azuis. Algumas só abrem de manhã e outras apenas à noite. O lótus-egípcio, por exemplo, é uma espécie de nenúfar cujas flores brancas desabrocham à noite e se mantêm abertas somente até o meio-dia.

Os nenúfares também produzem um fruto com sementes, parecido com uma noz ou uma framboesa. Quando o fruto se abre, as sementes afundam na água ou flutuam para longe, produzindo assim novas plantas.

Monet e os nenúfares

O artista plástico francês Claude Monet, o mais célebre dos pintores impressionistas, criou uma famosa série de telas chamada Nenúfares. Foi o próprio Monet quem cultivou o jardim aquático que serviu de inspiração para a série, composta por cerca de 250 quadros.

Monet se interessava muito por plantas. Em 1883, ele se mudou para a pequena vila de Giverny, na França, e começou a cultivar um grande jardim com diversos tipos de flores e árvores. Em 1893, o artista comprou um pedaço de terreno pantanoso vizinho à sua casa. Ali ele mandou cavar um lago, dentro do qual foram colocados os nenúfares que viriam a se tornar tema das pinturas. Monet também trouxe outras espécies, como salgueiros, íris e bambus, e as plantou em torno da água. Em 1899, o artista completou a paisagem do jardim erguendo uma ponte sobre o lago. Nesse ambiente, Monet passou muito tempo meditando e pintando, até sua morte, em 1926. O jardim e a casa existem até hoje e podem ser visitados. O local é considerado um patrimônio nacional da França.

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