Origami é a arte de dobrar papel para fazer objetos, sem cortar, colar ou decorar. Essa arte fascina os adultos e as crianças. Sua origem não é conhecida, mas parece ter se desenvolvido a partir da velha arte de dobrar tecidos.

No Japão, o origami alcançou seu maior desenvolvimento. Lá, existem centenas de dobraduras diferentes já tradicionais, além de ter sido escrita uma vasta literatura sobre essa arte original.

As dobras japonesas dividem-se em duas espécies principais: as figuras usadas nas etiquetas de cerimônias religiosas e de casamentos (como os noshi, adornos dobrados anexados aos presentes dados); e as figuras em forma de aves, animais, peixes, insetos, flores, figuras humanas, móveis e outros objetos.

Alguns animais apresentam aspectos muito divertidos. Os mais conhecidos são o pássaro que bate as asas quando puxam o seu rabo e o sapo que pula quando batem na parte posterior.

Yoshizawa Akira, de Tóquio, é considerado o melhor dos modernos dobradores de papel. Ele escreveu diversos livros sobre o origami e criou um grande número de novas dobraduras, muitas delas fantasticamente complexas, possuidoras de grande realismo e delicada beleza.

As dobraduras em papel também floresceram na Espanha e na América do Sul. O famoso filósofo e escritor espanhol Miguel de Unamuno transformou-as em seu passatempo. Ele inventou construções de muitos novos animais e escreveu Amor e pedagogia (1902), um romance bem-humorado sobre essa arte.

Na América do Sul, Vicente Solórzano Sagredo, na Argentina, foi o principal especialista em origamis, e o autor dos mais completos manuais sobre essa arte, em espanhol.

No Brasil, a imigração japonesa, iniciada em 1908, trouxe também o origami. Em uma fazenda de Bauru, Takao Kamikawa transformava folhas de jornal em objetos fantásticos, maravilhando as crianças. Em 1970-1971, a professora Yachiyo Koda dava aulas de origami na TV Cultura, em São Paulo. Em 2002, a Copa do Mundo de Origami foi realizada em São Paulo.

Além da tradição oriental, também se desenvolveu uma técnica de dobrar papel para fins educativos e artísticos no Ocidente. As dobraduras de papéis coloridos em desenhos ornamentais foram introduzidas como recurso auxiliar do ensino pelo pedagogo alemão Friedrich Froebel, que criou os jardins da infância em 1837.

Mais tarde, a Bauhaus, famosa escola alemã de arte e arquitetura, transformou a dobradura de papel em método para formar estudantes em desenho comercial. O processo de dobrar papel em jogos matemáticos é considerado uma atividade independente do origami.

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