O estudo das origens humanas busca determinar como e quando os seres humanos começaram a existir. Há muitas teorias científicas sobre isso, mas todas concordam em que a espécie humana se desenvolveu ao longo de muitos milhões de anos, partindo de ancestrais longínquos que eram semelhantes aos antropoides atuais. Esse processo, pelo qual um tipo de ser vivo evolui e transforma-se em outro, é chamado evolução.

O homem moderno evoluiu em etapas a partir de uma série de ancestrais, entre eles várias formas anteriores de seres humanos. Os corpos desses ancestrais foram mudando ao longo do tempo. De modo geral, seus cérebros cresceram, enquanto os maxilares e os dentes ficaram menores. Os ancestrais do homem começaram a andar eretos, sobre dois pés, e a usar ferramentas. À medida que isso aconteceu, a forma das pernas, dos pés, das mãos e de outras partes do corpo também foi se modificando.

Fósseis

Os cientistas dispõem de pouco material para o estudo das origens do homem. A maioria das evidências vem de fósseis, isto é, resquícios de seres vivos que ficaram preservados no solo, na natureza. O estudo dos fósseis é chamado paleontologia.

Na África, na Ásia e na Europa, cientistas encontraram ossos e ferramentas de ancestrais do homem que viveram milhões de anos atrás. Do estudo desses fósseis é que surge o conhecimento e nascem as conclusões. E os cientistas continuam a descobrir novos indícios sobre como os seres humanos se desenvolveram.

Antropoides e seres humanos

O homem não evoluiu a partir do macaco, como vulgarmente se diz. Na verdade, tanto o ser humano moderno como os antropoides se desenvolveram a partir de um mesmo ancestral semelhante a um macaco. Os ancestrais dos seres humanos se separaram dos ancestrais dos antropoides entre 8 milhões e 5 milhões de anos atrás. Depois disso, cada grupo se desenvolveu separadamente. O mais correto, portanto, é dizer que o homem e o macaco são parentes com ancestrais comuns.

A maioria dos cientistas considera que os seres humanos e os grandes antropoides — chimpanzés, bonobos, gorilas e orangotangos — pertencem à mesma família científica: a Hominidae, que abrange os hominídeos. Mas existem diferenças importantes entre eles. Por essa razão, a família divide-se em grupos menores. Os orangotangos pertencem a um grupo chamado Ponginae. Gorilas, chimpanzés e bonobos fazem parte do grupo conhecido como tribo Gorillini. Os seres humanos pertencem ao grupo Hominini. O termo “hominíneo” (uma subdivisão dos hominídeos) engloba os seres humanos e todos os seus ancestrais, desde o tempo em que começaram a se desenvolver separadamente dos antepassados dos antropoides.

Hominíneos

Hoje só existe uma espécie, ou tipo, de hominíneo — o homem moderno. No passado, era comum duas ou mais espécies de hominíneos conviverem. Os cientistas nem sempre concordam em relação a quais espécies são antepassadas diretas de outras e quais não são. Mas todos os hominíneos são estreitamente aparentados.

Australopitecinos

Alguns dos primeiros hominíneos são conhecidos como australopitecinos. Houve diversas espécies dentro desse grupo, sendo as principais as dos chamados australopitecos. Fósseis revelam que os australopitecinos viveram na África entre aproximadamente 4 milhões e 2,5 milhões de anos atrás. Um dos mais famosos desses fósseis é um esqueleto parcial que foi encontrado na Etiópia e apelidado de “Lucy”. Os ossos têm cerca de 3 milhões de anos de idade.

Os australopitecinos tinham algumas características semelhantes às dos antropoides. Por exemplo, seu cérebro era muito menor que o cérebro do homem moderno. Eles subiam em árvores com muita facilidade, mas andavam sobre dois pés, como os seres humanos. Os cientistas sabem disso pelo estudo de fósseis de pernas, joelhos, pés e pelves — outra evidência é o conjunto de pegadas preservadas no solo encontradas na Tanzânia.

Seres humanos

Todas as espécies humanas pertencem a um grupo ou gênero científico que faz parte do grupo Hominini. Esse gênero se chama Homo. É por isso que os nomes científicos de todas as espécies humanas começam com a palavra Homo, do latim, que significa “homem”. As formas mais antigas de seres humanos surgiram entre 2 milhões e 1,5 milhão de anos atrás. Esses homens antigos possuíam cérebro maior e, em geral, maxilares e dentes menores que os australopitecinos. É provável que seu comportamento também fosse mais semelhante ao do homem moderno. Por exemplo, uma espécie humana primitiva chamada Homo habilis (“homem habilidoso”) usava ferramentas de pedra para abater animais. Entre as espécies humanas posteriores estão o Homo erectus (“homem ereto”) e o Homo heidelbergensis (“homem de Heidelberg”). Cientistas acreditam que esses seres humanos já usavam o fogo para cozinhar alimentos.

O chamado Homo neandertalensis (“homem de Neandertal”) conviveu por algum tempo com o homem moderno e tinha parentesco estreito com eles. Os neandertais desapareceram há cerca de 28 mil anos. Mas a maioria dos cientistas acha que essa espécie não foi ancestral direta do homem moderno.

O ser humano moderno provavelmente se desenvolveu entre 200 mil e 100 mil anos atrás. O nome científico da espécie é Homo sapiens (“homem racional”). Muitos cientistas acreditam que os primeiros representantes da espécie surgiram na África, espalhando-se depois pela Ásia e pela Europa, e, mais tarde, pela América. Ainda não se sabe exatamente em que circunstâncias eles surgiram, mas os cientistas continuam em busca de evidências que ajudem a entender esse processo.

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