Pau-brasil é um dos nomes populares da árvore da espécie Caesalpinia echinata Lam, uma leguminosa nativa da mata Atlântica, no Brasil. Tanto seu nome em tupi, ibirapitanga (madeira vermelha), quanto a forma como é chamado em português (pau-brasil) derivam da cor da resina vermelha contida na sua madeira. A palavra “brasil”, de fato, deriva de “brasa”, porque a cor vermelha do tronco da árvore estava associada ao fogo. O pau-brasil é conhecido também pelos nomes de ibirapiranga, ibirapita, muirapiranga, orabutã, brasileto, pau-rosado e pau-de-pernambuco.

Considera-se que o nome do país, Brasil, foi tirado do nome desta árvore, a mais explorada nos primeiros séculos após a chegada dos europeus.

A árvore do pau-brasil tem um tronco cheio de espinhos e seus galhos são duros e pontiagudos. A casca é pardo-acinzentada ou pardo-rosada e seu miolo é vermelho. Pode atingir até 40 metros de altura. As flores do pau-brasil são amarelo-ouro e seu fruto libera sementes, medindo de 1 a 1,5 centímetros de diâmetro.

Para os indígenas, o pau-brasil servia para fabricar arcos e flechas e como tintura para seus enfeites. Para os portugueses, o interesse econômico pelo pau-brasil estava relacionado também a esse uso, pois a essência corante extraída da madeira, conhecida como brasileína, era utilizada no tingimento de tecidos e na produção de tintas. Não por acaso, rapidamente tornaram a exploração do pau-brasil exclusiva da coroa portuguesa. Os franceses, que não davam nenhuma importância a esse monopólio, viviam pela costa brasileira carregando navios com o pau-brasil — embora no final tenham sido repelidos, conservando-se o Brasil como território colonial português até a independência.

O pau-brasil foi o principal alvo de extração e exportação dos primeiros colonizadores. A devastação foi tanta que a espécie foi considerada extinta desde o fim do século XIX até 1928, quando uma árvore de pau-brasil foi encontrada num local chamado Engenho São Bento, hoje sede da Estação Ecológica da Tapacurá, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRP). Atualmente, o pau-brasil continua na lista de espécies ameaçadas, mas, para garantir sua sobrevivência, o Jardim Botânico de São Paulo plantou, em 1979, um bosque da espécie.

Em 1961, o pau-brasil foi declarado árvore símbolo nacional. Em 1972, uma lei declarou o pau-brasil a Árvore Nacional, instituindo o dia 3 de maio como seu dia.

Também são chamadas às vezes de pau-brasil, embora não sejam a exatamente a mesma árvore, a Caesalpinia ferrea (pau-ferro) e a C. peltophoroides (sibipiruna).

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