O pequi é o fruto do pequizeiro (Caryocar brasiliense), uma árvore nativa do Cerrado brasileiro. É também conhecido como piqui, piquiá-bravo, amêndoa-de-espinho, pequi-do-cerrado e pequiá, entre outros nomes. Pequi é uma palavra da língua tupi e significa casca espinhosa, devido aos espinhos da casca do caroço da fruta. Os maiores produtores são a Bahía, Minas Gerais, Tocantins, Goiás e Mato Grosso.

O pequizeiro é de tamanho médio, podendo alcançar até 10 metros de altura e, dependendo da área, tem o aspecto de arbusto. Tem o tronco e ramos tortuosos e as folhas largas e compostas, ricas em tanino, estão cobertas de pilosidade. A copa arredondada da àrvore é apreciada para paisagismo. Sua madeira é boa para a construção de remos e a construção naval em geral.

Dependendo da região, esta planta floresce entre junho e dezembro. Suas flores hermafroditas são muito atraentes. Estão compostas por cinco pétalas esbranquiçadas com numerosos estames que lhes dão o aspecto de um plumeiro.

A frutificação acontece entre agosto e janeiro. Uma árvore pode produzir até mil frutos a partir do oitavo ano. É recomendado colher o fruto no chão depois que cai já maduro. O pequi tem uma casca verde-cinzenta, com uma polpa da cor amarela ou alaranjada. De sabor forte e perfume penetrante, a polpa é muito apreciada pelos habitantes das regiões semi-áridas e faz parte de muitos pratos da culinária regional como o arroz com pequi e a galinhada. Rico em nutrientes, o pequi também é aproveitado em conservas, licores e doces.

O pequi tem de 1 a 2 sementes, raramente até 4, com espinhos de até 4 milímetros de comprimento. Por isso, é preciso tomar cuidado quando come-se a fruta para não se machucar a boca com os espinhos. O óleo das sementes é usado na fabricação de cosméticos. O pequi serve também de alimento para os animais silvestres do Cerrado.

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