O petróleo é um líquido encontrado debaixo da superfície terrestre. Seu nome vem do latim e significa “óleo da pedra”. O petróleo é inflamável e, embora também seja chamado de ouro negro, pode ser incolor, castanho-claro, verde e marrom, além de preto. Ele é menos denso que a água.

O petróleo é um recurso natural de grande valor, usado na fabricação de muitos produtos que fazem parte do cotidiano. Entre esses produtos estão combustíveis (como gasolina, diesel e querosene de aviação), asfalto, tintas, ceras, plásticos, fertilizantes, medicamentos e cosméticos.

Como se formou o petróleo

O petróleo se formou a partir dos restos de plantas e animais minúsculos que existiram há muitos milhões de anos. Ao morrer, essas pequenas formas de vida ficaram enterradas na lama. À medida que a lama e as rochas se acumularam, as camadas mais profundas foram sendo pressionadas. Em determinadas condições, a pressão e o calor da Terra transformaram os restos de plantas e de animais em petróleo.

Perfuração e refino

Debaixo da terra, o petróleo fica armazenado em rochas. Essas rochas apresentam milhares de pequenos buracos. Às vezes elas têm reservatórios naturais que retêm grande quantidade de petróleo. Com o emprego de máquinas perfuratizes, o óleo é bombeado para a superfície.

O petróleo segue então para grandes instalações industriais chamadas refinarias. Ali, ele é processado (ou refinado), dando origem a inúmeros produtos.

O petróleo também é extraído das camadas de terra do fundo dos oceanos. Nesse caso, são instaladas plataformas marítimas para perfuração dos poços.

Reservas e mercado

Das reservas mundiais de petróleo, mais da metade fica no Oriente Médio, sendo a Arábia Saudita o país com o maior número delas. Dentre os países do Ocidente, a Venezuela tem a maior quantidade de reservas.

Uma importante organização internacional que ajuda a regular o mercado de petróleo é a OPEP — Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Ela foi formada em 1960 pelos países ricos em reservas do produto — Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela. Eles queriam garantir maior controle sobre os preços do petróleo. Ao longo das décadas, outros países se juntaram à OPEP. No início de 2017, a lista de países-membros incluía, além dos cinco fundadores, o Qatar, a Líbia, os Emirados Árabes Unidos, a Argélia, a Nigéria, o Gabão, o Equador e Angola.

Desvantagens do petróleo

A queima dos combustíveis derivados do petróleo libera gases nocivos na atmosfera. Esses gases, misturados com a umidade do ar, provocam chuvas ácidas, uma perigosa forma de poluição. Outro efeito indesejável é a retenção de calor na atmosfera. Esse processo, chamado aquecimento global, pode ser prejudicial a plantas e animais e causar a elevação do nível dos oceanos.

O transporte do petróleo por navios também é uma ameaça ao ecossistema. Muitos derramamentos ocorrem nos mares e oceanos, matando animais e pondo em risco o equilíbrio da natureza.

Em 2010, a explosão da plataforma Deepwater Horizon, operada a serviço da companhia British Petroleum, provocou o que é considerado o maior vazamento marítimo de petróleo até hoje. O desastre ocorreu no golfo do México, a cerca de 60 quilômetros da costa do estado de Louisiana, nos Estados Unidos. Onze funcionários que trabalhavam na plataforma morreram e dezessete ficaram feridos. O óleo que se espalhou pelo mar cobriu milhares de aves, peixes e mamíferos marinhos. Um grande número desses animais pereceu em consequência da contaminação.

Outro problema relacionado ao petróleo é o fato de que suas reservas estão sendo consumidas rapidamente. Como leva muito tempo para se formar, o petróleo é considerado um recurso não renovável, portanto pode se esgotar. Isso torna importante a exploração de fontes alternativas de energia que, além de menos poluentes, sejam renováveis. Exemplos dessas fontes são os biocombustíveis, a energia eólica (gerada por moinhos de vento) e a energia solar.

História

Exploração

Cerca de 4 mil anos antes de Cristo, no Oriente Médio, o petróleo já era utilizado. Há registros históricos dessa atividade. O betume (ou asfalto) natural era usado pelos povos antigos do Egito, da Pérsia, da Mesopotâmia e da Judeia para pavimentar estradas e vedar paredes, além de aquecer e iluminar as casas. Em 1271, o Azerbaijão já produzia e vendia petróleo. Em 1846, esse país perfurou o primeiro poço moderno de extração de petróleo, mantendo-se como maior produtor até o início do século XX.

Guerras

Produto essencial à vida moderna, o petróleo sempre foi cobiçado e, com isso, causou muitas guerras. Em geral, as potências ocidentais sempre buscaram o domínio sobre as reservas petrolíferas dos países do Oriente Médio. Foi assim na Guerra Irã-Iraque (1980–88), na Guerra do Golfo (1991), na Guerra do Afeganistão (2001–14) e na ocupação do Iraque (2003–11). Associada a aspectos políticos, de segurança ou de independência, sempre está a questão do domínio sobre o petróleo.

A Guerra das Ilhas Falkland (ou Malvinas), entre o Reino Unido e a Argentina, em 1982, envolveu não só uma disputa territorial, mas também o interesse em dominar a região petrolífera em torno dessas ilhas.

Petróleo no Brasil

O primeiro poço que visava à busca de petróleo no Brasil foi perfurado entre 1892 e 1896, no pequeno município de Bofete, no interior de São Paulo, por iniciativa do fazendeiro Eugênio Ferreira de Camargo. Alguns relatos indicam que ali se encontrou apenas água sulfurosa, embora outros registrem a retirada de dois barris de petróleo. A primeira acumulação significativa de petróleo em terras brasileiras foi encontrada em 1939, no bairro de Lobato, em Salvador, na Bahia.

No final da Segunda Guerra Mundial, o Brasil tomou a iniciativa de nacionalizar o refino e a exploração de petróleo. Movimentos nacionalistas deram início à campanha “O petróleo é nosso”, que ganhou força e levou à criação da Petrobrás em 1953, durante o governo do presidente Getúlio Vargas.

Em 1974, foi descoberto petróleo na bacia de Campos. Essa bacia se estende entre os litorais do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, abrangendo uma área de aproximadamente 100 mil km2. A exploração da bacia de Campos foi de grande importância para o desenvolvimento da indústria petrolífera no Brasil. Até o início de 2017, cerca de cinquenta plataformas de perfuração se encontravam distribuídas pela área.

Em 2007, a Petrobras encontrou petróleo em uma camada localizada cerca de 6 km abaixo do solo marítimo, sob uma faixa de sal com aproximadamente 2 km de espessura. Chamada de pré-sal, essa camada tem cerca de 800 km de extensão por 200 km de largura e se estende entre os litorais do Espírito Santo e de Santa Catarina. A exploração da camada teve início oficialmente em 2010. Em meados de 2016, a produção de petróleo do pré-sal atingiu a marca de 1 milhão de barris por dia.

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