O piolho é um pequeno inseto parasita, sem asas, que pode pertencer ao grupo dos mastigadores (Amblycera e Ischnocera) — parasitas de aves e de mamíferos — ou ao grupo dos sugadores (Anoplura) — parasitas somente de mamíferos.

O piolho parasita do ser humano é identificado pela coceira que dá na cabeça da pessoa atacada. Se não for rapidamente detectado e exterminado, prolifera e se torna facilmente visível, por sua concentração. Entre os piolhos dos humanos há duas subespécies, o piolho da cabeça (Pediculus humanus capitis) e o piolho do corpo (Pediculus humanus humanus). Também, o piolho-da-púbis (Phthirus pubis), da subordem Anoplura, é encontrado nas áreas pubiana e perianal dos humanos.

O piolho prospera em condições de superpopulação e de sujeira, transmitindo tifo e febre. Surtos de doenças causadas por piolhos aconteceram em épocas de grande fome, de guerra (como a febre de trincheras) e de outros desastres da humanidade, antes que fossem inventados os inseticidas.

A maneira mais fácil de se livrar dos piolhos é manter o corpo, cabelo e couro cabeludo limpos. Em épocas anteriores, quando a higiene não era comumente praticada, as pessoas raspavam as cabeças e usavam perucas num esforço para livrar-se desses parasitas.

Fortes infestações de piolhos podem causar irritação cutânea intensa. Coçar a cabeça pode trazer alívio, mas também é capaz de causar infecções secundárias. Em animais, a fricção pode provocar danos ao couro e à , bem como reduzir a produção de carne e de ovos. As penas de aves infestadas podem ser severamente danificadas.

Os corpos achatados dos piolhos medem entre 0,33 milímetros e 11 milímetros de comprimento e podem ser brancos, amarelos, marrons ou pretos.

Existem cerca de 2.900 espécies conhecidas de Amblycera e Ischnocera, com muitas outras ainda não descritas, e aproximadamente quinhentas espécies de Anoplura.

As fêmeas dos piolhos são geralmente mais numerosas que os machos. Em algumas espécies os machos são raramente encontrados, e a reprodução se dá por ovos não fertilizados.

O piolho sugador se alimenta exclusivamente de sangue e tem garras adaptadas para esse fim. Essas garras são como estiletes delicados, que ele utiliza para furar a pele do animal atacado. Uma secreção salivar é injetada para impedir a coagulação do sangue enquanto é sugado para dentro da boca do piolho. Essas garras são retraídas na cabeça quando ele não está se alimentando.

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