Os piratas são criminosos que atacam navios. Os mais famosos viveram entre o final do século XV e o início do XVIII, mas ainda hoje existem alguns em atividade. Os navios piratas costumavam ser identificados com uma bandeira chamada Jolly Roger, que tem o desenho de uma caveira e dois ossos cruzados.

Boa parte do que se imagina sobre os piratas vem de livros e filmes que falam de aventuras e tesouros enterrados. São histórias que misturam realidade e ficção, com personagens como o Capitão Kidd e o pirata Barba Negra. A maioria dessas histórias é invenção, mas os personagens foram pessoas reais e piratas de verdade.

Vida de pirata

Os piratas usavam navios pequenos e velozes para atacar embarcações muito maiores e bem-armadas. Portando espadas e pistolas, os bandidos do mar invadiam navios para roubar não apenas a carga, mas também a própria embarcação — que depois vendiam ou transformavam em navio pirata. Às vezes, os passageiros ou a tripulação eram sequestrados e só ganhavam a liberdade após o pagamento de resgate.

Em alguns navios piratas, as regras eram severas. Quem roubasse a parte da pilhagem que cabia a outro poderia ser punido com a morte. As mulheres não eram admitidas na atividade. Mesmo assim, houve algumas mulheres piratas, que se vestiam como homens para passar despercebidas em meio à tripulação.

História

Na Antiguidade, piratas da Fenícia, da Grécia e de Roma ameaçavam navios no mar Mediterrâneo. Cerca de mil anos atrás, alguns dos guerreiros vikings no norte da Europa praticavam a pirataria.

Já existiu também uma forma de pirataria autorizada legalmente por alguns países, denominada corso. Os corsários tinham suas próprias embarcações e contavam com a permissão do governo para atacar navios de carga inimigos. Como recompensa, podiam ficar com a carga capturada.

No século XVI, muitos navios espanhóis que transportavam tesouros do México para a Europa pelo mar do Caribe foram atacados por piratas e corsários, como o inglês Sir Francis Drake. No século XVII, os piratas caribenhos eram conhecidos como bucaneiros.

No mar Mediterrâneo, piratas perigosos recebiam apoio de nações da Barbária, no norte da África — razão pela qual essas nações passaram a ser chamadas de estados piratas. No início do século XIX, as marinhas da Grã-Bretanha, da França e dos Estados Unidos puseram fim à pirataria nessa região.

A pirataria e o corso entraram em declínio nos séculos XIX e XX, mas ainda existem. Ataques piratas ocorrem, por exemplo, perto da costa da Somália e no mar da China Meridional. Porém, os piratas de hoje não navegam mais em navios, e sim em lanchas velozes e pequenas canhoneiras.

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