Poesia é uma forma de literatura, ou texto artístico, que procura expor o sentir do autor e também despertar a imaginação e as emoções do leitor na forma escrita. Para isso, o poeta escolhe e combina as palavras com cuidado, observando o significado, o som e o ritmo. Alguns poemas, como as quadrinhas e cantigas infantis, são simples e divertidos. Outros procuram expressar alguma verdade sobre a vida, contar uma história ou homenagear uma pessoa ou um deus. A poesia pode ter várias formas e estilos. Por isso, é difícil defini-la com exatidão.

O que diferencia um poema de outros tipos de texto é sua estrutura. As palavras de um poema estão dispostas em versos, que por sua vez se agrupam em estrofes. Esta é, por exemplo, a primeira estrofe do poema “A boneca”, de Olavo Bilac: “Deixando a bola e a peteca,/Com que inda há pouco brincavam,/Por causa de uma boneca,/Duas meninas brigavam”. Na segunda estrofe, o relato continua: “Dizia a primeira: ‘É minha!’/— ‘É minha!’ a outra gritava;/E nenhuma se continha,/Nem a boneca largava”.

Ritmo

Os poetas usam padrões de ritmo para criar diversos efeitos. Em um verso, algumas sílabas, ou partes de palavras, naturalmente são lidas com mais ênfase. No verso “Deixando a bola e a peteca”, por exemplo, os sons “bo” e “te” são mais fortes que os demais, o que cria um ritmo particular. O ritmo de um poema é chamado de métrica.

Som

Os poetas também usam certos padrões de som. Alguns poemas rimam, ou seja, contêm duas ou mais palavras que terminam com o mesmo som, como “peteca” e “boneca”. Os sons podem ser repetidos de outras formas, como o “ei” de “primeiro beijo”. Pode haver também um grupo de palavras iniciadas com o mesmo som, como em “chovia, e a chaleira chiava”.

Forma

Alguns poemas seguem padrões rígidos de métrica, som e tamanho. O soneto, por exemplo, é um tipo de poesia que tem catorze versos de dez sílabas. Além disso, o ritmo e a rima de um soneto também obedecem a modelos fixos. Já o haicai, de origem japonesa, é uma forma de poesia que tem três versos. Cada verso tem uma quantidade determinada de sílabas: cinco sílabas no primeiro e no terceiro versos, e sete sílabas no segundo. O poeta japonês Bashô é considerado o mestre desta forma de poesia.

Na poesia concreta, que surgiu no Brasil em meados dos anos 1950, o poeta usa padrões gráficos de letras, palavras ou símbolos, no lugar de transmitir o significado das palavras num arranjo convencional. O escritor de poesia concreta usa elementos tipográficos de tal forma que as letras, símbolos e espaços gráficos formam uma imagem evocativa.

Alguns poemas não seguem nenhuma forma estabelecida, adotando um ritmo muito parecido com a fala cotidiana. Esses poemas são conhecidos como versos livres. Mesmo nesse caso, o poeta combina os sons e o ritmo com cuidado.

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