As florestas tropicais têm sido o lar de muitos grupos de povos indígenas por milhares de anos. Muitos deles foram forçados a mudar ou alterar o seu modo de vida quando eles entraram em contato com pessoas de fora da floresta. No entanto, existem ainda alguns grupos que têm mantido a sua cultura tradicional. Há ainda outros que são considerados “isolados”, ou desconhecidos. Estas são pessoas que estão localizadas em lugares remotos ou que foram intencionalmente deixadas sozinhas por estranhos.

América do Sul

O primeiros exploradores europeus do Amazonas tomaram as alimentos e canoas dos índios que encontraram. Um grande número de índios foram capturados e submetidos à escravidão. Muitos outros morreram de doenças transmitidas pelos europeus tais como a gripe, o sarampo e a varíola. Os sobreviventes fugiram para as seções remotas da bacia Amazônica.

Mais tarde, entre 1800 e 2000, os estrangeiros vieram para as florestas para procurar ouro e outros minerais e cortar as árvores para vender ou para limpar a terra para a agricultura. Os povos nativos foram muito afetados por estas mudanças. No início de 1990 a população indígena da bacia amazônica era de cerca de 600.000 pessoas. No início do século XXI, esse número caiu para 400 mil (estimativa de 2009). A maioria dos povos indígenas sobreviventes vive nas áreas remotas da bacia.

Algumas tribos, como os ianomâmis (yanomamis) e os caiapó (ou kayapó), esforçaram-se para manter seu modo de vida e sua terra intactos enquanto são obrigados a lidar com as pessoas de fora. Os ianomâmis vivem em casas feitas com uma estrutura de madeira e cobertas com folhas de palmeira ou palha trançada. Quando se sentem ameaçados por outra tribo, ou quando o solo se torna infértil, os ianomâmis mudam-se para outro lugar. Eles cultivam banana, mandioca, tubérculos, milho e o algodão, que eles usam para fazer cordas e cabos para as redes e roupas, ou trocam com outros grupos. Da floresta, coletam frutas, nozes, sementes, larvas e mel. Também caçam macacos, veados, antas, aves e tatus.

África

Na floresta de Ituri na África central há dois tipos diferentes de povos nativos: os caçadores-coletores e os agricultores. Os mbuti (um grupo relacionado com os pigmeus) são caçadores e coletores. Eles se mudam de lugar em lugar para recolher recursos florestais como mel, frutas, nozes, lagartas, cupins e cogumelos. Os produtos são para o consumo próprio mas também os mbuti os trocam com grupos vizinhos de agricultores que vivem mais assentados em aldeias formadas por até 15 pessoas. Em troca desses produtos florestais, os mbuti recebem alimentos cultivados, tecidos, potes, panelas, lâminas de metal para machados, sal e outros itens materiais não disponíveis na floresta. Se bem os mbuti têm contato com pessoas de fora, eles continuam a viver do mesmo jeito como há milhares de anos.

Ásia e Oceania

As florestas tropicais da Papua-Nova Guiné, Indonésia e Malásia também são o lar de centenas de tribos que mantêm seus costumes tradicionais. Estes incluem o kombai na Indonésia e os penan na Malásia. Essas tribos também são caçadores e coletores. Eles entraram em conflito com madeireiros e garimpeiros que querem ususfruir os recursos das florestas. As tribos têm tentado lutar contra os madeireiros, impedindo-os de entrar na floresta.

Preservação

Muitas organizações de direitos humanos pediram aos governos e às empresas que operam nas florestas para proteger os direitos dos povos indígenas nessas áreas. Alguns países separaram e demarcaram áreas protegidas para as tribos, mas os conflitos, algumas vezes violentos, continuam.

A Funai (Fundação Nacional do Índio) é o órgão do governo brasileiro encarregado de cuidar dos assuntos relacionados à comunidade indígena. Seus objetivos são preservar a cultura das diferentes nações e tribos indígenas, promover a defesa de suas terras, dar-lhes assistência médico-sanitária, agir em função da melhoria de sua situação econômica e promover sua educação básica.

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