A proclamação da República foi o movimento militar que pôs fim à monarquia e instaurou o governo republicano no Brasil. Esse fato ocorreu no dia 15 de novembro de 1889.

Antecedentes

O desejo de mudar a forma de governo de monarquia para república era antigo no país. Esteve presente em lutas contra o domínio português, desde a revolta de Manuel Beckman, no Maranhão (1648), até a Inconfidência Mineira (1789) e a Conjuração Baiana (1798). Após a Independência, durante a Revolução Farroupilha (1835-1845) os rebeldes fundaram a República Rio-Grandense e a República Juliana (esta, em Santa Catarina). Foram, porém, manifestações isoladas.

Questão militar

Durante a Guerra do Paraguai, ou Guerra da Tríplice Aliança (1865/1870), contra o ditador Solano López, do Paraguai, a convivência com colegas do Uruguai e da Argentina (que eram países republicanos) criou um forte sentimento a favor da república entre os oficiais do exército brasileiro. Em 1870, foi fundado o Partido Republicano, que pregava a mudança da forma de governo.

A propaganda republicana, associada ao abolicionismo (a campanha pela abolição da escravatura), foi aos poucos enfraquecendo a monarquia. Em 1884, três deputados favoráveis à república se elegeram para a Câmara de Representantes.

Enquanto isso, crescia no Exército o sentimento de revolta contra o governo. Vitoriosos na Guerra do Paraguai, os militares queriam mais participação política e menos interferência nos assuntos internos da corporação.

A crise da monarquia

Assinada pela princesa Isabel em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea terminou com a escravidão no Brasil. Descontentes, muitos ex-proprietários de escravos voltaram-se contra a monarquia. Ao mesmo tempo, aumentavam as divergências dos militares com o governo monárquico. Além disso, o imperador estava envelhecido e doente. Caso morresse, subiria ao trono a princesa Isabel. O marido da futura rainha (conde d’Eu, francês) era malvisto pelos militares e por boa parte dos brasileiros.

Políticos como Quintino Bocaiúva, Benjamin Constant, Campos Sales, Prudente de Morais, Júlio de Castilhos, Assis Brasil, entre outros, intensificavam a propaganda republicana.

Em 1889, contavam-se 74 jornais e 237 clubes republicanos no país. São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul eram os principais centros de difusão das novas ideias.

O advento da República

Em clima de confronto aberto com o governo, altos oficiais do Exército planejaram um golpe para derrubar a monarquia no dia 20 de novembro de 1889. O boato de que os líderes da conspiração seriam presos precipitou os acontecimentos. Na manhã do dia 15 de novembro, o marechal Deodoro da Fonseca, à frente de tropas do Exército, na Praça da Aclamação (hoje Praça da República), no Rio de Janeiro, assumiu o controle do movimento. Quase não houve resistência. O imperador, que se encontrava em Petrópolis, voltou ao Rio e convocou o conselho de ministros. De nada adiantou. Na tarde do dia 15, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi lavrada uma ata declarando proclamada a República no Brasil. O marechal Deodoro da Fonseca assumiu o poder como presidente do governo provisório.

Na madrugada do dia 17, dom Pedro II embarcava com a família imperial no navio Alagoas rumo à Europa. O último imperador do Brasil morreria exilado em Paris, em 12 de dezembro de 1891.

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