O quiabo, ou quiabeiro, é uma planta herbácea arbustiva da família das malváceas, nativa de regiões tropicais da África. É muito cultivada em regiões tropicais e subtropicais do continente americano, por seu fruto comestível, também chamado de quiabo.

As folhas do quiabo têm forma de coração, com três a cinco lobos, ou partes arredondadas. As flores são amarelas, com o centro cor de carmim. O fruto, verde e peludo na base, é uma cápsula cônica e alongada que mede entre 10 centímetros e 25 centímetros de comprimento (com exceção das variedades anãs). Ele contém diversas sementes ovaladas. Deve ser comido ainda verde e somente as partes tenras podem ser consumidas, pois, quando amadurece, fica fibroso e duro.

O quiabo pode ser consumido frito, cozido, em conserva, e é usado como ingrediente de refogados e ensopados. A grande quantidade de mucilagem (substância viscosa, ou gelatinosa) que ele contém é muito boa para deixar caldos e sopas mais encorpados.

Trazido ao Brasil com os escravos africanos, o quiabo passou a fazer parte de muitos pratos típicos regionais do nosso país. O caruru — quiabo cozido com pimenta-malagueta, camarão seco e castanha de caju — é um prato baiano que se costuma comer em homenagem aos chamados Santos Meninos (São Cosme e São Damião). Na culinária mineira, o frango com quiabo e o refogado de carne com quiabo são pratos tradicionais muito apreciados.

O quiabo tem muitas propriedades nutricionais. É rico em fibras, vitaminas, cálcio e potássio, é de fácil digestão e muito recomendado para pessoas que sofrem de problemas gástricos, intestinais e da bexiga.

O quiabo é cultivado em grande escala nos arredores de Istambul, na Turquia. As folhas e o fruto verde são há muito usados no Oriente como um tipo de emplastro (aplicado sobre a pele) para aliviar dores.

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