A raiva é uma doença viral transmitida a humanos através da mordida de um animal mamífero (raivoso) infectado ou pela sua lambida numa ferida aberta.

O vírus da raiva está muitas vezes presente nas glândulas salivares de animais raivosos e é excretado na saliva, assim, a mordida do animal infectado introduz o vírus em uma ferida fresca. O vírus propaga-se ao longo do tecido do nervo da ferida para o cérebro e estabelece-se no sistema nervoso central humano. Depois de um tempo ele se espalha através dos nervos para as glândulas salivares, onde freqüentemente produz uma espuma na boca. Uma vez no cérebro humano, o vírus produz uma inflamação causando delírio, espasmos musculares dolorosos na garganta e, geralmente, a morte. Os pacientes com raiva sofrem de hidrofobia, um termo do grego que significa "medo de água", porque os músculos da garganta ficam paralisados e a pessoa não pode engolir ou beber.

O período de incubação varia entre 10 dias a mais de um ano, dependendo do local de entrada do vírus. Os primeiros sintomas são dor de cabeça, febre e perda de apetite. Depois de um tempo o paciente torna-se agitado e desorientado e pode sofrer convulsões. Se bem os animais com raiva são agressivos, os humanos raramente apresentam esse comportamento. Geralmente, 3 a 20 dias após o início dos sintomas, o paciente entra em coma e morre.

Não há cura para a raiva. Uma vez que os sintomas aparecem, o tratamento é limitado a sedativos e analgésicos para aliviar o sofrimento do paciente. Poucas pessoas com raiva sobrevivem. Se uma mordida ocorreu e há um risco de raiva, a mordida deve ser lavada imediatamente. Os pacientes, então devem ser imunizados com soro anti-rábico seguido por uma série de vacinas contra a raiva. Se essa rotina é iniciada dentro de dois dias da mordida, a raiva é geralmente evitada. Veterinários, cuidadores de animais, alguns trabalhadores de laboratório e pessoas que visitam países onde a raiva é uma ameaça constante são rotineiramente vacinados como prevenção. Em áreas urbanas, os cães são os principais transmissores, seguidos dos gatos. Em áreas rurais, além desses animais, os morcegos, macacos e outros mamíferos também podem transmitir a raiva.

Como a raiva é uma doença mortal, o melhor tratamento é a prevenção através da vacinação dos animais domésticos e a captura de animais soltos que podem estar raivosos. Um animal suspeito de ser raivoso é morto. Esses programas e o tratamento imediato de mordidas de animais reduziu o número de casos de raiva em muitos países. Há uma estimativa de 15.000 casos de raiva humana a cada ano em todo o mundo. Em alguns países a raiva foi erradicada. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde do Brasil, desde a década de 1990 são registrados uma média de 10 casos anuais de raiva humana. O Norte e Nordeste são as regiões com o maior número de casos.

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