O território brasileiro é dividido em cinco grandes regiões, de acordo com a divisão definida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que passou a constar dos mapas em 1970. Para definir os estados de cada região foram usados critérios ligados ao conjunto de condições naturais que eles têm em comum — clima, relevo, vegetação e hidrografia —, à posição geográfica que ocupam e aos aspectos humanos que envolvem as atividades econômicas e o modo de vida da população.

O Nordeste é a terceira maior região do Brasil e a que possui o maior número de estados. São nove, ao todo: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. A região tem 53.078.137 habitantes (censo de 2010).

Geografia

A região Nordeste, em função de suas características físicas distintas, divide-se nas seguintes sub-regiões: Meio-Norte, Sertão, Zona da Mata e Agreste.

O Meio-Norte é uma zona de transição entre a região amazônica e o Sertão, que é semiárido. Abrange o Maranhão e o Piauí. Tem clima úmido a oeste e seco, a leste. A vegetação predominante é a mata dos Cocais.

O Sertão é uma grande área de clima semiárido que abrange grande parte do interior do Nordeste e chega até o litoral nos estados do Rio Grande do Norte e do Ceará. O solo é raso e pedregoso e há pouca chuva. A vegetação típica é a Caatinga.

O Agreste é uma estreita faixa de transição entre o Sertão (semiárido) e a Zona da Mata (úmida), estendendo-se do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia. Nessa sub-região, predominam as pequenas propriedades agrícolas. A Zona da Mata também vai do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia e tem clima tropical úmido. O solo é fértil e sua vegetação natural é a mata Atlântica, quase extinta, em virtude do cultivo de cana-de-açúcar desde a época da colonização.

No relevo nordestino estão presentes dois grandes planaltos, o da Borborema e o da bacia do Parnaíba, e áreas mais altas e planas, como as chapadas Diamantina e do Araripe. As depressões entre essas áreas são ocupadas pelo Sertão.

As bacias hidrográficas presentes na região são as do rio São Francisco, do Parnaíba, do Atlântico Nordeste Oriental, do Atlântico Nordeste Ocidental e do Atlântico Leste.

População e povoamento

O povo nordestino formou-se a partir do índio, do branco europeu — sobretudo o português — e do africano. Essa miscigenação, no entanto, não ocorreu de forma homogênea, predominando em alguns estados ou os caboclos, ou os mulatos, ou os cafuzos.

A maior parte da população nordestina concentra-se na faixa litorânea e nas capitais, sendo menor no Sertão por causa de seu clima.

Entre as décadas de 1960 e 1980, por causa do problema da seca no Nordeste, muitos nordestinos migraram para outras regiões, sobretudo para o Sudeste, em busca de melhores condições de vida. Para muitos, isso não foi uma realidade.

Economia

Apesar de sua economia ter crescido nas últimas décadas, o Nordeste ainda é a região mais pobre do país.

A cana-de-açúcar é o principal produto agrícola, sendo importante citar também o cultivo de algodão, tabaco, caju e frutas para consumo interno e para exportação. Cria-se principalmente gado bovino, mas há também criações de caprinos, ovinos, suínos e aves.

A indústria é mais forte nas regiões metropolitanas. Há destaque para a exploração de petróleo. E o turismo é muito importante para a economia da região, atraindo pessoas de todas as partes do mundo para visitar suas praias ou suas chapadas.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.