O Brasil é um país com grande diversidade religiosa. A maior parte da população se declara católica, mas várias outras religiões são praticadas no Brasil.

Religiões cristãs

O catolicismo chegou ao Brasil juntamente com os primeiros colonos portugueses. Grupos jesuítas vieram catequizar as populações locais e convertê-las à religião católica.

Foi a religião oficial do Estado brasileiro até a Constituição de 1889, que instituiu o estado laico, ou seja, separado da religião. Somente a partir desta data que a liberdade religiosa ficou garantida no país.

O protestantismo foi trazido para o Brasil por imigrantes alemães, no início do século XIX, e por missionários norte-americanos, que vieram na segunda metade do século XIX. Os principais grupos protestantes no país são os luteranos, os metodistas, os presbiterianos, os adventistas e os batistas.

Já o pentecostalismo — herdeiro do protestantismo, mas com algumas divergências — chegou ao Brasil em 1910, com a fundação da Congregação Cristã do Brasil, na cidade de São Paulo. Atualmente existem centenas de igrejas pentecostais no país, mas em toda a América Latina, são conhecidas como “evangélicas”.

O espiritismo chegou ao Brasil em meados do século XIX. Em 1884, foi fundada a Federação Espírita Brasileira, impulsionando a formação de grupos que adotavam essa crença.

O Brasil também tem igrejas ortodoxas. O culto foi trazido ao Brasil principalmente por imigrantes gregos, russos e de outras nacionalidades da Europa oriental.

Judaísmo, islamismo e budismo

A mais antiga sinagoga brasileira data de 1637, em Recife, mas vestígios dela só foram descobertos no ano 2000. Antes disso, acreditava-se que a primeira sinagoga em solo brasileiro havia sido fundada em 1910. O número de praticantes do judaísmo no país, no entanto, cresceu a partir da década de 1930, com a chegada de judeus alemães fugidos do nazismo.

O primeiro contingente grande de adeptos do islamismo que chegou ao Brasil era formado por escravos africanos. A primeira mesquita, no entanto, seria fundada só em 1929, em São Paulo, a partir do trabalho de imigrantes árabes muçulmanos.

Os imigrantes japoneses que vieram para o Brasil no início do século XX trouxeram com eles o budismo. O primeiro templo foi construído em 1932, em Cafelândia, no estado de São Paulo.

Crenças indígenas

As nações indígenas sempre possuíram crenças e rituais religiosos diferentes uns dos outros. Alguns aspectos, no entanto, eram parecidos: todas elas cultuavam as forças da natureza e os espíritos dos antepassados. Os deuses e espíritos eram homenageados com rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável pelo conhecimento religioso e pela transmissão desse conhecimento aos membros da tribo.

Na religião tupi-guarani, a deusa principal, criadora dos seres, se chamava Monã. Depois do contato com os colonizadores europeus, que viam em Deus um ser marcadamente masculino, cresceu a importância do deus Tupã, do trovão e do fogo, que passou a ocupar o papel principal, de deus criador.

A religião do santo daime se desenvolveu a partir da década de 1930 no Acre, tendo ganhado mais tarde fiéis por todo o Brasil. Originou-se de elementos indígenas, como a ingestão da substância extraída de um tipo específico de cipó que provoca alucinações consideradas religiosas. Aproveitou também elementos do catolicismo, como o culto de Nossa Senhora da Conceição, o ritual do santo daime tem cantos e dança.

Religiões afro-brasileiras

Os escravos africanos trouxeram consigo várias crenças e religiões que aos poucos se incorporaram ao cotidiano do Brasil.

As principais religiões afro-brasileiras são o candomblé e a umbanda, praticadas em todos os estados brasileiros. Variações locais dessas duas religiões também são encontradas, como o babaçuê, no Pará, o batuque, no Rio Grande do Sul, a quimbanda, no Rio de Janeiro e em São Paulo, e o tambor de mina, no Maranhão.

Candomblé

O candomblé é uma religião afro-brasileira que cultua orixás. Os orixás são deuses das nações ioruba que apresentam sentimentos humanos, como o ciúme e a vaidade.

O candomblé chegou ao Brasil entre os séculos XVI e XVII, com os escravos vindos da África ocidental. Os portugueses julgavam esses cultos feitiçaria e os proibiam. Para evitar repressão, os escravos passaram a associar os orixás a santos católicos, o que acabou, com o tempo, gerando o sincretismo religioso típico do Brasil.

Umbanda

A umbanda nasceu no Rio de Janeiro, na década de 1920. Mistura crenças e rituais africanos, indígenas e europeus. Suas raízes africanas podem ser encontradas em duas religiões: na cabula, do povo banto, e no candomblé, da nação nagô. Já suas raízes europeias estão no espiritismo kardecista, que acredita na possibilidade de contato dos mortos com os vivos.

Na umbanda, o universo é povoado por guias espirituais que entram em contato com as pessoas por meio de um iniciado, o médium. Esses guias se apresentam por meio de figuras como o preto velho, o caboclo e a pomba-gira.

Além da umbanda, entre as fés surgidas do sincretismo religioso destaca-se ainda a macumba, que também incorpora elementos africanos, católicos, espíritas e indígenas. Seus rituais têm cantos, acompanhados de percussão marcante.

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