A renda é um tecido delicado feito com fios de algodão, linho ou seda, usado na confecção de vestuário e para decorar acessórios de casa, como cortinas e almofadas.

Há diversos estilos de rendas e cada um com seu padrão de flores, folhas ou outros desenhos. Atualmente a renda é feita quase sempre à máquina; entretanto, ainda existem rendeiros que fazem um trabalho mais artístico à mão, usando tanto agulhas quanto bilros (pequenas peças de metal ou de madeira).

A renda de agulha é feita com uma agulha e um fio só. A renda é trabalhada sobre um desenho preso com pontos a um tecido encorpado. Quando a renda fica pronta, cortam-se os pontos que a prendiam ao tecido.

A renda de bilros é feita com vários fios enrolados em volta de diferentes bilros. O rendeiro prende o padrão de desenho com alfinetes em uma almofada, depois torce e cruza os fios em volta dos alfinetes para formar a renda.

Antes do século XIX, a confecção da renda era uma arte popular na Europa, especialmente na Itália, na França e na região chamada Flandres (que atualmente faz parte da Bélgica). Essa renda feita à mão exigia muito tempo para ser produzida e apenas pessoas muito habilidosas conseguiam fazê-la, o que a tornava muito cara. A partir do século XIX, a renda passou a ser feita também à máquina, ficando mais barata.

A renda nhanduti (da palavra guaraní ñanduti e que significa “teia de aranha”) foi introduzida no Paraguai pelos colonizadores espanhóis. A renda se caracteriza por ter uma estrutura semelhante a uma teia de aranha ou aos raios do sol (por isso é também chamada de renda sol), e é geralmente elaborada em um suporte circular. Este tipo de renda é feita em muitos países da América Latina. Uma renda similar é feita na ilha de Tenerife, nas Canárias, e tem seu nome.

No Brasil, a renda de bilro é feita principalmente no Ceará e no litoral de Santa Catarina. Já a renda de agulha é mais difundida em outros estados do Nordeste.

A renda irlandesa é um tipo de renda de agulha confeccionado pelas artesãs de Divina Pastora, município localizado no estado de Sergipe. O modo de fazer essas peças surgiu há séculos na Europa, foi trazido ao Brasil pelos portugueses e recuperado pelas artesãs sergipanas, alcançando reconhecimento nacional ao receber o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A renda irlandesa pode ser feita com diversos pontos, que recebem o nome de animais e plantas que fazem parte do dia a dia das rendeiras, como pé de galinha, espinha de peixe, casinha de abelha, aranha e abacaxi.

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