Uma revista é uma publicação que reúne textos variados e que circula com periodicidade quase sempre bem definida. Algumas revistas são semanais, outras são mensais, e outras ainda saem a intervalos diferentes. De forma geral, as revistas têm artigos, fotos, ilustrações, espaço para cartas de leitores, anúncios e propaganda. São impressas em papel especial, que garanta boa qualidade no resultado final. Nas revistas é possível abordar os assuntos de forma mais completa e aprofundada que nos jornais diários. Elas têm vida mais curta que os livros, mas são mais permanentes do que os jornais.

Todo número novo de qualquer revista, ou seja, a última edição, pode ser comprado pelos leitores nas bancas de jornais e revistas, que vendem as publicações periódicas. Quem quiser comprar edições mais antigas pode encontrá-las em sebos (livrarias que vendem publicações usadas ou antigas), na própria editora ou pela internet. Há pessoas que colecionam revistas.

Tipos de revista

Há muitos tipos de revista. Algumas são de interesse geral, como a Time e a Newsweek, nos Estados Unidos, ou a Veja, a Isto É e a Época, no Brasil. Elas cobrem os fatos principais da semana, assuntos relacionados a negócios, lazer e outras áreas de interesse geral. Outras revistas se especializam em um único tema. Assim é, por exemplo, a National Geographic, que trata de geografia, mas de forma leve, acessível à variedade de leitores; a História Viva e similares, que tratam de temas históricos; ou a Info, que aborda informática e tudo o que se relaciona com ela. Algumas revistas são dirigidas especialmente para alguns grupos, como adolescentes (Capricho), negros (Raça Brasil), mulheres (Nova, Marie Claire) e torcedores de futebol (Placar). Às vezes uma revista deixa de existir, não sendo mais publicada.

As revistas científicas e acadêmicas dedicam-se a divulgar principalmente a produção dos centros de pesquisa, por meio de artigos escritos por estudiosos, por bolsistas e por pesquisadores. São leituras importantes para professores, e muitas universidades publicam suas próprias revistas.

Muitas pessoas decidem fazer suas próprias revistas gastando pouco. Essas publicações, chamadas fanzines — abreviação do inglês fanatic magazine (“revista para fãs”) —, costumam ser impressas em papel comum, muitas vezes diretamente a partir do computador, mas geralmente com sofisticação gráfica e inovações de linguagem. Os primeiros fanzines surgiram no final da década de 1920, nos Estados Unidos, e tiveram importância cultural em momentos distintos, em diferentes países. No Brasil, a partir de 1980, ganharam força os fanzines produzidos por grupos punks e anarquistas. A cidade de São Vicente, em São Paulo, tem a segunda maior fanzinoteca do mundo, sendo a maior nos Estados Unidos.

História

A invenção da máquina de impressão pelo alemão Johannes Gutenberg, em meados do século XV, é que viabilizou a publicação de revistas. Foi na Alemanha, por volta do ano de 1660, que surgiu a primeira delas.

Revistas especializadas em artes e ciências surgiram em seguida na Inglaterra e na França. A revista francesa Le Mercure Galant, que teve seu primeiro número lançado em 1672, foi a primeira dedicada ao lazer e ao entretenimento.

Muitas revistas especializadas em política e em literatura surgiram durante o século XVIII. Alguns dos maiores escritores desse período criaram revistas ou publicavam seus textos nelas. No século XIX era grande o número de leitores de revistas femininas, de publicações infantis e de outros periódicos populares. A existência de ilustrações era quase que obrigatória nessas revistas.

Os fotógrafos começaram a participar das edições de revistas a partir do século XX. Algumas delas passaram a dar muito mais importância às fotos do que ao texto, contentando-se em documentar fotograficamente alguns fatos e em apenas identificar as fotos com uma legenda. Foi também no século XX que as revistas começaram a depender de publicidade. A venda de espaços para anunciantes permitiu baratear o preço das revistas e, com isso, conquistar mais leitores.

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