O rio Reno nasce nos Alpes suíços e deságua no mar do Norte. Ele tem aproximadamente 1.230 quilômetros de comprimento. Atravessa, de sul a norte, a Suíça, a Áustria, a França, a Alemanha e os Países Baixos, além do pequeno Liechtenstein — todos eles países da Europa ocidental.

É uma das vias fluviais mais movimentadas da Europa, utilizada por regiões densamente povoadas, em que há muitos recursos naturais e muitas indústrias. O rio também é conhecido por sua paisagem acidentada e por seus monumentos históricos.

Características físicas

Dois pequenos rios dos Alpes da Suíça oriental formam o Reno. Ele corre para o norte, rumo ao lago Constança. Esse lago, na fronteira entre a Suíça e a Alemanha, é, na verdade, parte do rio Reno. Depois disso, o rio passa entre as montanhas dos Vosges, na França, e a floresta Negra, na Alemanha.

Nessa região, flui entre vinhedos e por desfiladeiros espetaculares. Ao passar da Alemanha para os Países Baixos, o Reno se divide em diversas ramificações, formando um delta. Em Roterdã, deságua no mar do Norte, que é parte do oceano Atlântico.

Nas margens do Reno existem diversos castelos. Alguns foram construídos no início da Idade Média, há mais de 1.500 anos.

Economia

O Reno, economicamente, é um dos rios mais importantes do planeta. Por ele, navios transportam turistas, mas o transporte de ferro e carvão, extraídos das minas das regiões vizinhas, é ainda mais importante para a economia da região.

Um quinto de toda a produção química do planeta é fabricado nas proximidades do Reno. Diversos materiais são importados e exportados, através dos mares e oceanos, pelo porto de Roterdã. E as estações hidrelétricas da Suíça usam as águas do rio Reno para produzir energia elétrica.

O curso do rio foi transformado para facilitar a navegação dos barcos. Curvas muito sinuosas foram retificadas em diversos lugares. Canais passaram a ligar o Reno a outros rios europeus, como o Ródano e o Danúbio. Perto da foz do Reno, na região do delta, um novo canal fluvial oferece um atalho para o mar do Norte.

A indústria pesada, às margens do Reno e dos rios próximos, deixou-o poluído. Cerca de 6 mil substâncias tóxicas foram detectadas em suas águas.

História

Ao longo dos séculos, o rio Reno foi utilizado tanto para o comércio quanto para as conquistas de guerra. Ele era a fronteira entre o Império Romano e as terras dos povos chamados “bárbaros”.

O antigo conquistador romano Júlio César construiu pontes sobre o rio entre os anos 55 e 53 a.C., mas desistiu de seguir adiante, desencorajado pela “selvagem floresta Negra”.

O rio Reno corre nas proximidades das fronteiras históricas entre os povos de língua francesa e os de língua alemã. Aconteceram muitas guerras entre esses povos. Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45), porém, as lutas pela posse do rio Reno cessaram, e as relações entre a França e a Alemanha melhoraram bastante.

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