O rio São Francisco é um dos mais importantes rios brasileiros: é o maior que corre totalmente dentro do Brasil e o quarto maior rio da América do Sul. Com 2.700 quilômetros de extensão, passa por cinco estados: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. É um rio de planalto, com cachoeiras e corredeiras em diversos trechos. A bacia do São Francisco tem 634.000 quilômetros quadrados.

O rio São Francisco faz parte da identidade regional, exercendo papel importante como meio de transporte, fonte de energia elétrica e irrigação para o Nordeste e do Brasil. Em seu curso há seis usinas hidrelétricas (Três Marias, Paulo Afonso, Itaparica, Moxotó, Xingó e Sobradinho). Suas águas são usadas para a agricultura irrigada no vale do São Francisco, especialmente no semiárido, onde são produzidas várias espécies de frutas que são exportadas para os Estados Unidos e a Europa. Com a expansão do plantio de uva, nas últimas décadas do século XX, teve início na região a produção de vinhos, considerados de boa qualidade.

Da nascente à foz

O rio nasce a cerca de 1.000 metros de altitude, na serra da Canastra, no sudeste de Minas Gerais, perto de Belo Horizonte, e segue em direção norte pelos estados de Minas Gerais e Bahia. Passa por Pernambuco, onde, próximo às cidade de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), começa a fazer uma curva em direção nordeste, para depois tomar o rumo sudeste, quando separa os estados de Alagoas e Sergipe, até chegar ao mar.

Seu curso está dividido em quatro trechos: Alto São Francisco, que vai das nascentes até a cidade de Pirapora (MG), com bom índice de chuvas; Médio São Francisco, de Pirapora (MG) até Remanso (BA), semiúmido; Submédio São Francisco, de Remanso (BA) até Paulo Afonso (BA), de clima semiárido; e Baixo São Francisco, que vai de Paulo Afonso (BA) até a foz, entre Sergipe e Alagoas, novamente úmido.

Por atravessar parte da região mais árida do Brasil, é sujeito a mudanças sazonais. Muitos de seus afluentes — 168 no total — secam conforme a época do ano e variam consideravelmente de largura. Para garantir a regularidade da vazão, mesmo durante a estação da seca, foi construída, na década de 1970, a Represa de Sobradinho, um lago que chega a ter 30 quilômetros de largura em alguns trechos.

No trecho que passa na região Sudeste, com maiores índices pluviométricos, as margens do rio são cobertas por vegetação típica do Cerrado e por florestas com árvores como o jacarandá e o cedro. No curso médio do rio impera a Caatinga, a vegetação típica da região semiárida, com perda de folhagem durante a seca. Mais próximo à foz, atravessa a chamada Zona da Mata nordestina. A fauna não é muito abundante ao longo do rio, mas os peixes são importante fonte de alimento para a população que vive em suas margens.

O rio São Francisco é navegável entre Pirapora (MG) e Petrolina (PE)/Juazeiro (BA) e entre Piranhas (AL) e a foz. O transporte fluvial é muito importante para as populações ribeirinhas. O barco típico para as viagens nestes trechos é conhecido como “gaiola”, onde cada passageiro pendura sua rede para ter onde e como se acomodar.

Transposição

A transposição das águas do rio São Francisco é um antigo projeto do governo federal para levar uma parcela das águas do rio para irrigar a região semiárida do Brasil. Isso deverá ser feito por meio de dois imensos canais, somando 700 quilômetros de extensão, para ligar o São Francisco a bacias hidrográficas menores do Nordeste e a alguns açudes, de onde adutoras distribuirão a água a 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, atingindo uma população de 12 milhões de nordestinos.

O projeto levantou enorme polêmica, pelos possíveis efeitos que a transposição pode ter no ecossistema da bacia do rio São Francisco e pela dúvida sobre se seus benefícios chegarão efetivamente ao pequeno agricultor. Estima-se que as obras estarão concluídas por volta de 2025.

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