O samba é um estilo de música criado no Brasil. Ele pode ser dançado em roda, sozinho ou aos pares. Há registros de sua existência a partir da segunda metade do século XIX. Estudiosos supõem que o samba tenha nascido como uma variação do batuque, um ritmo que foi introduzido no Brasil pelos escravos africanos no século XVI.

O samba é marcado principalmente por instrumentos de percussão (surdo, pandeiro, tamborim, entre outros) e violão. Outros instrumentos podem ser incorporados, como por exemplo agogó, cuíca e cavaquinho, e até guitarra.

História

A palavra “samba” é provavelmente uma variação de “semba”, termo utilizado pelos africanos de Luanda (em Angola) para designar a umbigada, uma dança típica da região.

No Brasil, apenas em 1916 apareceu a primeira menção oficial ao nome “samba”, no disco com a gravação de “Pelo telefone”, de Ernesto Sousa, conhecido como Donga. Compositor do Rio de Janeiro, ele fez a música em parceria com um jornalista chamado Mauro de Almeida. Por essa razão se diz que o berço do samba é o Rio de Janeiro.

Existem hoje vários tipos de samba: samba-canção, samba-rock, samba de gafieira, samba-choro, samba-exaltação, samba-enredo, samba de roda. Ele envolve toda uma cultura em redor, com forte influência na gastronomia, nos passos de dança, nos trajes para festas etc. O samba de raiz, mais tradicional, tem sua origem diretamente ligada à população dos morros cariocas. Entre muitos importantes sambistas, o músico José Bezerra da Silva foi um dos principais intérpretes de canções com letras inspiradas no cotidiano e personagens das favelas e morros cariocas.

O samba de roda do Recôncavo Baiano, por sua vez, tornou-se tão popular que recebeu da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) o título de obra-prima do patrimônio imaterial da humanidade, em 2005.

País do samba

Levou tempo até que o samba conquistasse reconhecimento como um dos mais genuínos ritmos brasileiros. Durante muitos anos, ele foi encarado como um ritmo menor, devido ao preconceito contra os músicos do morro. No início do século XX, os sambistas eram considerados malandros.

Quem tirou o samba do morro e o popularizou na cidade, nos meios sociais ditos “cultos” e no rádio, foi Noel Rosa. Ele se tornou um dos maiores compositores de samba, e sua composição “Com que roupa?”, gravada em 1930, é considerada hoje um clássico da música popular.

Atualmente, em diversas cidades do Brasil, o samba é tocado em bares, residências, festas e confraternizações das mais diversas classes sociais. Além disso, inúmeros compositores, instrumentistas e cantores divulgam o ritmo também em outros países, tornando o Brasil conhecido como o “país do samba e do Carnaval”.

A propósito, o Carnaval é uma das festas de maior destaque para o samba. Nos desfiles, os sambas-enredo das escolas de samba servem para contar histórias, enquanto passistas e foliões exibem suas fantasias e dançam. O Carnaval do Rio de Janeiro e o de São Paulo reúnem todos os anos milhares de sambistas e são acompanhados por milhões de pessoas, seja nos sambódromos seja em casa, através da televisão. A batida do samba dessas duas capitais é diferente.

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