A sanguessua é uma espécie de verme segmentado caracterizado por uma pequena ventosa que contém a boca, na extremidade anterior do corpo, e uma ventana grande localizada na extremidade posterior. Todas as 650 espécies de sanguessugas têm 34 segmentos no corpo. O comprimento do corpo varia de diminuto a cerca de 20 centímetros ou até mais, quando o animal se estica. As sanguessugas ocorrem principalmente em águas doces, na terra ou em ambos ambientes.

As sanguessugas respiram pela pele. Seu sistema digestivo contém uma bolsa na qual a comida pode ser armazenada por vários meses. Um a quatro pares de olhos estão localizados na extremidade anterior. As sanguessugas são hermafroditas — isto é, têm ao mesmo tempo órgãos reprodutores masculinos e femininos.

Algumas sanguessugas comem detritos orgânicos e outras são parasitas. As sanguessugas aquáticas podem se alimentar do sangue de peixes, anfíbios, pássaros e mamíferos, ou podem comer caramujos, larvas de inseto e vermes. As verdadeiras sanguessugas de terra se alimentam apenas do sangue de mamíferos. Três conjuntos de mandíbulas com dentes afiados fazem uma incisão em forma de Y na carne. A saliva da sanguessuga contém substâncias que anestesiam a área da ferida, dilatam os vasos sanguíneos para aumentar o fluxo e evitam que o sangue coagule.

Um membro da ordem Rhynchobdellida, a gigante sanguessuga amazônica (Haementaria ghilianii), pode crescer até meio metro de comprimento. Esta sanguessuga utiliza seu probóscide (um apêndice na cabeça de forma tubular) de 15 centímetros, similar a uma seringa, para sugar o sangue de seu hospedeiro.

As sanguessugas aquáticas podem entrar no corpo quando em água potável. A sanguessuga Tyrannobdella rex, nativa de partes remotas do rio Amazonas no Peru, parece preferir as membranas mucosas encontradas nas cavidades nasais dos mamíferos. Esta sanguessuga busca suas vítimas quando estas se banham, aderindo-se por meio de uma única mandíbula com oito dentes grandes.

Uma pessoa infectada com muitas dessas sanguessugas pode sofrer de anemia resultante da perda de sangue. No caso de feridas externas, é mais provável que ocorra uma infecção secundária do que uma anemia. As sanguessugas podem causar asfixia e morte do hospedeiro ao bloquear as passagens respiratórias; especialmente na Ásia, muitos animais domésticos morrem dessa forma.

Algumas espécies de sanguessugas têm sido usadas na medicina durante séculos. Na Europa, o uso de sanguessugas para drenar o sangue alcançou a sua máxima popularidade no século XIX. As doenças normalmente tratadas com sanguessugas incluíam doenças mentais, tumores e doenças da pele, entre outras.

A substância hirudina anticoagulante, que é extraída de tecidos do corpo de uma espécie de sanguessuga, é usada para evitar coágulos sanguíneos depois de cirurgias; outro produto químico isolado das sanguessugas amazônicas é usado para dissolver os coágulos sanguíneos existentes.

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