O seismossauro era um dinossauro herbívoro gigante, cujo nome, que em latim significa “lagarto que faz a terra tremer”, foi inspirado pela imagem desse dinossauro causando imenso tremor no chão quando andava. O seismossauro pertence à ordem dos Saurischia, ou dinossauros com bacia semelhante à dos saurios, ou lagartos.

Quando e onde viveu o seismossauro

Este enorme animal viveu durante o período Jurássico, cerca de 159 a 144 milhões de anos atrás, na América do Norte ocidental.

Características físicas

O seismossauro pode ter sido a espécie mais longa de dinossauros que já existiu. Os restos fósseis mostram que alguns destes animais mediam mais de 46 metros de comprimento (similar à largura mínima de um campo de futebol). O grande tamanho de seu quadril, onde apoiava seu corpo maciço quando andava, sugere que ele poderia ter pesado mais de 100 toneladas, o que rivaliza em tamanho com o maior animal vivo na Terra, a baleia azul. O seismossauro tinha um pescoço muito longo e uma cauda que media aproximadamente 21 metros de comprimento. Apesar disso, o seismossauro provavelmente teve um pequeno crânio delicado, como o de um cavalo moderno, e dentes bastante fracos em forma de lápis.

Comportamento

O seismossauro se levantou e andou sobre as quatro patas. Ele comeu uma grande variedade de coníferas, assim como outras plantas, como ginkgo bilobas e samambaias. Este dinossauro engolia pedras que o ajudavam a digerir o material das plantas resistentes que consumia. Os cientistas acreditavam que durante o período Jurássico a parte ocidental da América do Norte foi totalmente tropical e que os saurópodes, como o seismossauro, tinham um rico e constante suprimento de alimentos e sempre estavam perto da água. Desde finais de 1900, no entanto, os cientistas têm argumentado que esta região se caracterizou por vastos desertos divididos por faixas estreitas de vegetação e florestas com rios ou córregos. Rebanhos de seismossauros provavelmente forrageavam nestas áreas florestais até que a maioria da vegetação era consumida. Isso poderia ter causado a migração destes animais através das regiões desérticas em busca de novas áreas com vegetação.

Evidência fóssil

Em 1979, foram decobertas as vértebras de uma cauda de seismossauro no estado de Novo Mexico, nos Estados Unidos. O paleontólogo David D. Gillette deu o nome a este dinossauro em 1986.

A descoberta do seismossauro foi emocionante para os paleontólogos por várias razões. Muitos dos ossos de suas vértebras estavam ainda totalmente conectados um ao outro como quando estavam no dinossauro ainda vivo, o que é um achado raro na paleontologia. O esqueleto também era excepcional porque os ossos não se tornaram fossilizados, eles ainda tinham o material ósseo original e eram de cor clara, ao invés do usual marrom escuro ou preto associado com a fossilização. Além disso, os ossos do seismossauro suportaram anos de exposição na superfície da Terra, enquanto os restos de outros dinossauros expostos desintegraram rapidamente quando ficaram sem proteção contra os elementos destrutivos da natureza.

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