O sino é um recipiente oco, normalmente de metal, que tem um badalo interno, movido por balanço, ou um martelo externo. Tanto o martelo como o badalo produzem o som das badaladas.

O sino também pode ser feito de osso, madeira, vidro ou barro. É classificado como um idiófono — instrumento que produz som pela vibração de seu próprio corpo — e, mais genericamente, como instrumento de percussão. A forma do sino depende da cultura local, da finalidade e do material de que é feito. As paredes podem ser retas, convexas, côncavas, hemisféricas, em forma de barril (no leste da Ásia) ou de tulipa, como as dos sinos dos campanários do Ocidente, e seu formato pode ser redondo, quadrado, retangular, elíptico ou multifacetado. Os sinos chineses costumam ter o aro em forma de lótus.

Nos sinos feitos no Ocidente, os sons mais altos ocorrem perto da borda, mas a estrutura acústica das badaladas do sino é tão complexa que só recentemente foi decifrada. Os badalos ou martelos dos sinos no Ocidente são sempre de metal; os asiáticos costumam ser de madeira, feitos manualmente.

Considerados símbolos nacionais e troféus de guerra, os sinos também se tornaram objetos decorativos.

Os chineses foram os primeiros a usar sequências de sinos na música, e no século IX, no Ocidente, conjuntos de sinos afinados eram comuns. Formados por no mínimo 23 sinos, os carrilhões de hoje são acionados eletricamente.

Para fundir o sino, o metal derretido (normalmente bronze) é despejado em um molde duplo, com uma parte interna e uma externa. Aquecido a 1.100°C, o metal é introduzido no molde através de um orifício e seu resfriamento é cuidadosamente controlado para evitar que a parte interna se resfrie antes que a interna, o que poderia causar rachaduras.

As primeiras fundições de sinos estão associadas à Idade do Bronze, na Pré-História. Os chineses destacaram-se nessa área, notadamente no período da dinastia Zhou (1046-256 a.C.).

A confecção de sinos no Ocidente era um ofício monástico. Os primeiros sinos eram feitos para as igrejas ou os conventos cristãos.

No século XI, os ferreiros que faziam a fundição de sinos, os sineiros, tinham muito trabalho e, no século XIV, passaram também a fazer canhões. Na Bélgica e na Holanda, a popularidade dos carrilhões alcançou o apogeu do século XV ao XVIII. Esse ofício decaiu no século XIX, para retomar sua popularidade no século XX.

Existem muitos sinos em todo o mundo, e eles são cercados de lendas e superstições que lhes atribuem poderes especiais, como fazer chover ou dispersar tempestades, afastar demônios (quando usados como amuletos ou colocados em animais, casas ou veículos), invocar maldições e lançar encantamentos. Seu efeito purificador é uma crença antiga, bem como seu uso em rituais, especialmente nas religiões do sudeste asiático. Os chineses tocam o sino para entrar em contato com os espíritos e, para os russos ortodoxos, os sinos são dirigidos à divindade. Tanto no budismo como no cristianismo os sinos são consagrados antes de fazer parte das liturgias. Para os católicos, os sinos simbolizavam o Paraíso e a voz de Deus.

Os sinos dobram, badalam ou repicam para enfatizar momentos importantes de um ritual, chamar os fiéis para o culto, dar a hora, anunciar um evento, um batizado, um luto. Nos mosteiros budistas e católicos o sino regula a vida cotidiana.

A função litúrgica e utilitária dos sinos decaiu, mas, hoje, são amplamente utilizados na música.

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