A sumaúma, ou sumaumeira, é uma árvore de porte gigantesco da família das bombacáceas, encontrada em florestas pluviais da América Central, da África ocidental, do sudeste asiático e da América do Sul. No Brasil, ela ocorre na Amazônia, onde há também uma ilha denominada Sumaúma, no rio Tapajós.

A sumaúma cresce rapidamente em várzeas e chega a ter entre 45 e 50 metros de altura e 1,5 a 2 metros de diâmetro, ao passo que em terra firme seu porte é menor. Seu tronco imenso tem raízes tubulares chamadas sapopemas, ramos espinhosos, folhas com cinco a sete folíolos de forma oblonga e belas flores fasciculadas de tonalidade rosa-clara. Os frutos são cápsulas amareladas de 5 a 7 centímetros de diâmetro e 8 a 16 centímetros de comprimento, que contêm de 120 a 175 sementes envoltas por uma paina branca e sedosa.

A paina abundante da sumaúma é utilizada na fabricação de boias e edredons e como enchimento de almofadas, travesseiros e colchões.

A madeira branca, leve e macia dessa árvore fica acastanhada ou cinza ao amadurecer e entra na fabricação de caixotes, canoas, brinquedos, celulose, palitos e fósforos.

O óleo das sementes de sumaúma tem uso alimentar e na produção de sabões e lubrificantes e em iluminação, além de combater a ferrugem. Rica em proteínas, óleo e carboidratos, a torta das sementes serve de ração para animais e como adubo.

A seiva da sumaúma é usada no tratamento de conjuntivite. O chá feito com sua casca é diurético e recomendado para curar hidropisia do abdômen e malária. Certas substâncias químicas extraídas da casca das raízes combatem algumas bactérias e fungos. Em margens de riachos secos, as raízes descobertas da sumaúma fornecem água potável no verão.

Cercada de lendas, a sumaúma tem seu espírito invocado por xamãs em rituais de cura. Os índios ticunas dizem que a sumaúma acabou com uma noite sem fim e deu origem ao dia — ou seja, é elemento fundamental de seu mito da criação do mundo.

Considerada o telefone da floresta, suas sapopemas ecoam ao ser tocadas, avisando desse modo, com seu tronco, a presença de alguém.

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