Tapetes são tecidos grossos que as pessoas usam para cobrir o chão. Eles aquecem o ambiente, protegem o piso e enfeitam. Os tapetes são diferentes dos carpetes, porque não são fixos e não cobrem o chão todo. No início da história dos seres humanos, as peles de animais eram usadas como tapetes. Depois, desde a Antiguidade, gregos e romanos começaram a se dedicar a tecer seus próprios tapetes.

A maioria dos tapetes é feita em teares, tecendo-se juntos dois conjuntos de fios. Um dos conjuntos de fios é esticado de alto a baixo no tear, verticalmente. O outro vai de um lado ao outro, horizontalmente. Os fios podem ser de , náilon ou outras fibras. Muitos tapetes e carpetes são felpudos. Nesse caso, a espessura alta pode ser obtida com laços de fio ou com fios trançados que se projetam do avesso do tapete. Os tapetes de tecedura baixa têm fios trançados que se cruzam sem se elevar. No Brasil, há tapetes populares feitos com aparas de tecidos enroladas e usadas como fios para a tessitura.

Hoje em dia, muitos tapetes e carpetes são feitos em máquinas industriais que os produzem rapidamente e a um custo baixo. Mas durante milhares de anos as pessoas trabalharam à mão para tecer belos tapetes.

No período do Renascimento, o rei Luís XIV organizou a manufatura Gobelins, na França. Ali eram feitos tapetes que reproduziam desenhos de cenas de outros artistas. Há um famoso tapete gobelim que reproduz um desenho feito no Brasil por dois artistas holandeses que vieram na expedição de Maurício de Nassau, que governou os domínios holandeses no Brasil de 1637 a 1644. Num tempo em que não havia fotografia, as pinturas, os desenhos e os bordados mostravam para as pessoas como eram as terras distantes.

Muitos tapetes feitos em Portugal também são famosos. São os tapetes de arraiolos, um tipo de ponto de bordado que é feito com lã sobre uma tela, compondo diferentes desenhos. A tela pode ser de juta, de linho ou de algodão. Eles surgiram no século XVII, na vila de Arraiolos, no Alentejo, em Portugal. Mas pessoas em muitos lugares do mundo bordam hoje seus próprios tapetes de arraiolos.

A fama maior, no entanto, sempre foi dos tapetes orientais, produzidos em países asiáticos como o Irã (que antes se chamava Pérsia), a Turquia, a China e o Azerbaijão. São de rara beleza e trabalho primoroso. Há tapetes muito caros, pois são considerados verdadeiras joias. É da tradição cultural oriental a valorização da arte da tapeçaria. Do livro As mil e uma noites, é muito conhecida a história do tapete mágico, ou tapete voador, que se conta às crianças.

Existe uma infinidade de desenhos diferentes de tapetes orientais. Alguns deles têm estampas simples, com estrelas, quadrados e outras formas em cores vivas. Em outros tapetes a estampa é mais complicada, mostrando pessoas, animais e flores. Em alguns, são contadas histórias.

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