Os terroristas são pessoas que usam a arma do medo para tentar mudar a sociedade (no aspecto político ou religioso). Eles criam medo praticando crimes violentos. Atualmente, muitos países consideram os terroristas mais perigosos que os exércitos inimigos.

Objetivos

Nem todos os terroristas querem a mesma coisa. Alguns desejam derrubar o governo; esses são conhecidos como terroristas revolucionários. Nessa categoria encontram-se as Brigadas Vermelhas da década de 1970, na Itália, e o Sendero Luminoso das décadas de 1980 e 1990, no Peru. Os dois grupos almejavam estabelecer governos comunistas em seus países.

Outros terroristas querem a independência para um grupo ou povo específico. No norte da Espanha, um grupo chamado ETA luta por um território independente para o povo basco. No Sri Lanka, na Ásia, os Tigres da Libertação estão em busca de uma terra própria para o povo tâmil. Várias entidades palestinas querem construir um estado palestino no Oriente Médio e enfraquecer ou destruir Israel.

Alguns terroristas combatem grupos minoritários. O Ku Klux Klan (KKK) foi formado nos Estados Unidos na década de 1860 para evitar que os americanos de ascendência africana votassem. Mais tarde, o KKK também combateu católicos, judeus e outros segmentos da sociedade.

Às vezes os governantes de um país praticam um tipo de terrorismo, matando seus próprios cidadãos. São ditadores que querem que as pessoas tenham medo de se opor ao seu poder. Stálin, na União Soviética, e Saddam Hussein, no Iraque, governaram com base no terror.

Métodos e armas

Os terroristas costumam usar bombas. Podem carregá-las em carros, em embrulhos ou em seu próprio corpo. Também podem enviar bombas em pacotes. Os homens-bomba são terroristas suicidas: eles morrem quando detonam os explosivos.

Outra forma de ação terrorista é jogar produtos químicos ou outras substâncias maléficas em um lugar. Em 1995, um grupo japonês lançou um gás venenoso no metrô de Tóquio, provocando doze mortes. Em 2001, cinco pessoas morreram nos Estados Unidos afetadas pela bactéria antrax, enviada a elas em cartas contaminadas.

Os terroristas também sequestram aviões, navios e líderes políticos ou religiosos, recorrendo muitas vezes ao assassinato. Às vezes mantêm os passageiros do avião ou navio sequestrado como reféns até que suas exigências sejam satisfeitas.

História

A palavra “terrorismo” foi utilizada pela primeira vez na Revolução Francesa, que teve início em 1789. Descrevia a maneira como alguns líderes revolucionários puniam quem se opusesse a eles. O período em que eles governaram se chamou “Terror”.

No final do século XIX, anarquistas começaram a adotar o terrorismo. Eles queriam acabar com qualquer tipo de governo. Em 1901, um anarquista assassinou o presidente dos Estados Unidos William McKinley. Anarquistas também mataram vários líderes europeus.

No século XX, o terrorismo passou a ser praticado por outros grupos. Um dos motivos para esse aumento foi a facilidade de conseguir armas. Outro foram as possibilidades que as viagens aéreas oferecem de cometer violência. Muitos que usaram o terrorismo tinham objetivos políticos; outros possuíam crenças religiosas muito fortes.

Em setembro de 2001, membros da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões dos Estados Unidos e jogaram três deles contra edifícios. Seus alvos foram o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono (comando militar dos Estados Unidos), em Washington. Foi o ato terrorista mais mortífero até então. Cerca de 3 mil pessoas morreram. Logo depois, o presidente dos EUA George W. Bush declarou “guerra ao terror” e invadiu o Iraque.

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