Transgênico é um ser vivo (bactéria, animal ou planta) que contém material genético tirado de outras espécies, por meio de técnicas de engenharia genética, de forma a provocar o aparecimento de novas características. A intenção é aumentar o rendimento, a resistência a fatores climáticos, a pragas, a herbicidas etc.

Além da obtenção de espécies de plantas e animais mais produtivas, a técnica da transgenia serve também para investigação científica: no fim da década de 1970, foi possível modificar a bactéria E. coli para que ela produzisse insulina humana.

Origem

As primeiras sementes transgênicas foram liberadas para uso comercial em 1996, mas a origem da transgenia é bem mais antiga. Suas bases estão na descoberta, em 1953, da estrutura do DNA (ou ADN, ácido desoxirribonucleico), que contém as informações genéticas de todos os organismos celulares e também da maior parte dos vírus. As bases dos transgênicos estão também no surgimento da tecnologia do DNA recombinante, desenvolvida em 1973.

Nos Estados Unidos, as culturas transgênicas foram liberadas, junto com as primeiras sementes, em 1995. No Brasil, a aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) veio em 1998. A União Europeia liberou o plantio de batata e de milho transgênicos só a partir de janeiro de 2010.

Polêmica

O aparecimento e o rápido avanço dos produtos transgênicos têm gerado muita polêmica por todo o mundo. Com a chegada de alimentos transgênicos aos supermercados, muitos consumidores e ambientalistas passaram a questionar o seu consumo, argumentando que ainda não existem pesquisas científicas que comprovem o efeito desses produtos no organismo humano e na natureza. Alguns países proíbem a importação de produtos transgênicos. A União Europeia liberou sua importação a partir de 2004. No Japão ela continua proibida.

Questiona-se também a dependência que os cultivos transgênicos geram nos países em desenvolvimento, uma vez que as sementes são patenteadas por grandes empresas multinacionais. Assim, a cada plantio, o agricultor terá sempre que comprar as sementes patenteadas. E as empresas cobram muito caro por elas.

Mesmo assim, a produção e o consumo de transgênicos têm crescido. Calcula-se hoje que a área plantada de alimentos transgênicos já supere os 100 milhões de hectares — e está aumentando cerca de 13 por cento ao ano, com destaque para o milho, a soja e o algodão. Os principais produtores de transgênicos são os Estados Unidos, o Canadá, o Brasil, a Argentina, a China e a Índia.

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