Os tupiniquins são um grupo indígena da família linguística tupi-guarani, pertencente ao tronco tupi. No século XVI, habitavam a costa do Espírito Santo e do sul da Bahia. Foram tupiniquins os primeiros índios a ter contato com europeus, quando o português Pedro Álvares Cabral chegou com sua frota ao Brasil, em 1500. Eram inimigos tradicionais de outro grupo tupi, os tupinambás. Aliaram-se aos portugueses contra os franceses, no início do período colonial.

Seu número foi se reduzindo ao longo dos séculos, e chegaram a ser considerados extintos. No entanto, a Fundação Nacional do Índio (Funai) identificou integrantes desse povo na década de 1970. Dados da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) informam que em 2010 havia uma população de 2.630 tupiniquins vivendo no Espírito Santo (no município de Aracruz e nas áreas indígenas Tupiniquim, Caieiras Velhas II e Comboios).

Ao longo dos anos, alguns tupiniquins se juntaram aos pataxós hã-hã-hães, aos camacãs, aos baenãs e a parte dos geréns que viviam na mesma região habitada por eles ou em áreas próximas. Hoje em dia, os tupiniquins falam apenas o português.

As famílias possuem seus próprios terrenos e cultivam neles mandioca, feijão e milho. Existem também os terrenos que são cultivados coletivamente. O que se produz ali é dividido entre todas as famílias. Se sobrar alguma coisa, vendem-na e repartem o dinheiro.

O cultivo de hortas e de árvores frutíferas, a pesca e a coleta de mariscos também são atividades praticadas por esses índios.

O artesanato produzido depende da coleta de cipós e de madeiras. Com eles, fazem gamelas, peneiras, cestos e remos.

Existem escolas de ensino fundamental e creches nas três áreas indígenas. Alguns cursos profissionalizantes também são oferecidos.

Na terra indígena de Comboios, os índios participam do Projeto Tamar, que tem como função proteger as tartarugas marinhas.

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