Uma utopia é um lugar ideal, ou perfeito. A palavra surgiu pela primeira vez em um livro escrito no século XVI por Sir Thomas More, filósofo e primeiro-ministro da Inglaterra, que a criou juntando as palavras gregas que significam “lugar nenhum”. A palavra implica que, embora não exista nenhuma comunidade ideal, as pessoas podem criá-la, num esforço conjunto.

No livro de More, a Utopia é um reino imaginário em que não existem preocupações, ansiedades nem miséria. As pessoas só precisam trabalhar seis horas por dia, ficando com muito tempo livre para o lazer. Todos vivem em casas agradáveis, cercadas por jardins. As escolas são boas, e não faltam alimentos para ninguém.

Thomas More foi executado em 1535 por ser acusado de alta traicão por ordem de Henrique VIII porque recusou-se a reconhecer o rei inglês como chefe da Igreja da Inglaterra (ou Igreja Anglicana). More foi canonizado pela Igreja Católica, com o nome de São Tomás Moro. Sua obra Utopia não foi o primeiro nem o único livro desse tipo. Os gregos antigos escreveram sobre utopias mais de 2 mil anos atrás. Livros desse tipo se tornaram especialmente comuns no século XIX, quando novas ideias científicas levaram as pessoas a pensar em um futuro melhor. As utopias se tornaram um tema comum na ficção científica.

Muitas pessoas já tentaram criar comunidades utópicas, em muitas ocasiões. Apenas na América do Norte, mais de 130 comunidades utópicas foram fundadas entre 1663 e 1858. Com poucas exceções, todas fracassaram.

No sul do Brasil, entre o fim do século XIX e o início do XX, imigrantes europeus também tentaram implantar comunidades, com base nas teorias anarquistas, que pregavam a igualdade absoluta de todas as pessoas, sem obedecer a autoridade nenhuma. Mais recentemente, na década de 1970, em várias partes do mundo, grupos de jovens chamados hippies, motivados por ideais comunitários, também implantaram durante algum tempo comunidades que procuravam seguir as antigas ideias utópicas de felicidade geral e compartilhamento.

Muitas vezes, o adjetivo “utópico” é usado de forma negativa, para desqualificar alguma ideia ou um sonho de construção de um mundo melhor. Nas palavras do escritor uruguaio Eduardo Galeano, a utopia é o que nos faz ir para a frente. Segundo ele, quanto mais caminhamos em sua direção, mais ela parece se afastar.

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