As lendas sobre os vampiros surgiram na Ásia e na Europa há muitos séculos e se espalharam pelo mundo. Já os animais chamados morcegos-vampiros só existem no continente americano e não têm nada a ver com a origem das famosas histórias. Na verdade, os morcegos ganharam esse nome por causa da lenda. Ao chegar à América e descobrir que nela existiam morcegos que se alimentavam de sangue, os colonizadores europeus lhe emprestaram o nome da lenda que já conheciam.

O animal

O morcego-vampiro está entre as três espécies de morcegos hematófagos — ou seja, que se alimentam de sangue — nativas das florestas tropicais e subtropicais das Américas Central e do Sul. O vampiro-comum, o morcego-vampiro-de-asa-branca e o morcego-vampiro-de-pernas-peludas são as únicas espécies de vampiros hematófagos que existem.

O vampiro-comum vive em áreas rurais e se alimenta do sangue de bois, porcos e galinhas. As duas outras espécies existem principalmente em florestas preservadas e se alimentam de pássaros, répteis e outros animais selvagens.

O mito nas lendas, literatura e cinema

Nas lendas populares, o vampiro é uma criatura que se alimenta de sangue. Geralmente, conta-se que se trata da alma atormentada de um herege, um criminoso ou um suicida que sai do túmulo à noite, muitas vezes na forma de morcego, para beber sangue humano. Quando o dia começa a nascer, ele deve voltar para seu túmulo ou caixão, que está cheio de terra de seu país natal. Suas vítimas também se tornam vampiros depois que morrem. A crença nos vampiros era difundida por toda a Ásia e a Europa, mas era uma lenda principalmente eslava e húngara; os relatos sobre essas criaturas se multiplicaram na Hungria entre 1730 e 1735.

Entre as diversas criaturas do mal que fazem parte da antiga tradição popular, o vampiro gozou de maior sucesso por muito mais tempo durante o século XX. Primeiro ele se tornou popular por causa do romance Dracula (1897), do autor irlandês Bram Stoker. O conde Drácula, o vilão morto-vivo da Transilvânia desse romance, se tornou o arquétipo, ou o modelo, dos vampiros. O romance, uma peça teatral de 1927 e vários filmes tornaram o vampiro um personagem bastante conhecido. O clássico Drácula (1931), filme estrelado por Bela Lugosi, determinou o padrão para dezenas de outras películas sobre vampiros. No final do século XX, os best-sellers da escritora Anne Rice ajudaram a reavivar o tema dos vampiros no cinema e em programas de televisão.

O vampiro dessas histórias normalmente é pálido, encara as vítimas com olhar penetrante, tem dentes incisivos protuberantes e se alimenta mordendo e chupando o sangue do pescoço de suas vítimas. Dizem que qualquer criança sabe reconhecer um vampiro (eles não têm sombra e seu reflexo não aparece no espelho) e também como afastá-lo (basta usar um crucifixo ou dormir com um colar de alho ao redor do pescoço). Segundo a lenda, os vampiros podem ser mortos definitivamente cravando-se uma estaca em seu coração ou sendo queimados, ou ainda quando têm seus túmulos ou caixões destruídos.

No início do século XXI, romances de vampiros para adolescentes ganharam popularidade com os livros da série Diários de um vampiro de L. J. Smith e A saga Crepúsculo de Stephenie Meyer. Esta última coleção, com seu romance de estudantes de secundária e vampiros que brilham no sol (em vez de explodir em chamas), se tornou uma sensação cultural.

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