Nas profundezas dos mares e oceanos, mais de 1.800 metros abaixo da superfície da água, fica uma área chamada zona abissal. Nessas regiões, as águas são totalmente escuras e quase imóveis. Porém, mesmo nessas condições, diferentes formas de vida prosperam, desde pequenos micro-organismos até animais mais complexos, como peixes e crustáceos.

Habitat

Durante muito tempo os cientistas acreditaram que era impossível haver plantas no fundo escuro do oceano, porque plantas precisam de luz. E, sem vida vegetal, não poderia haver vida animal. No entanto, em 1964, cientistas desceram ao fundo da fossa de Porto Rico, no oceano Atlântico, e se depararam com diversas formas de vida, mesmo a cerca de 8 mil metros de profundidade.

Em 1977, cientistas que exploravam o relevo oceânico descobriram formas de vida até então desconhecidas. Eles notaram que essas comunidades se agrupavam em torno de fissuras, ou rachaduras, no relevo oceânico. As rachaduras são lacunas entre duas placas que compõem a crosta terrestre. Quando as placas se separam, a atividade vulcânica debaixo da crosta é exposta, e minerais quentes são liberados no oceano. As formas de vida que se desenvolvem em torno das rachaduras são capazes de sobreviver no ambiente inóspito do fundo do mar graças aos nutrientes e ao calor que vazam por essas fendas.

Formas de vida

Além dessas comunidades que crescem em torno das fendas, muito pouco se conhece sobre o comportamento da maioria das espécies que vivem nas regiões abissais, pois é difícil fazer observações e estudos a profundidades tão grandes. Várias espécies de animais encontradas em grandes profundidades estão relacionadas a grupos que vivem em águas mais rasas. Espécies abissais de lulas, polvos, vermes e moluscos já foram encontradas. Muitas famílias de peixes também sobrevivem em profundidades extremas, dentre elas até mesmo algumas espécies primitivas.

Muitas das formas de vida que se desenvolvem ao redor das fendas são bastante grandes. Algumas amêijoas estão entre as maiores de que se tem conhecimento, com mais de 25 centímetros de comprimento. Vermes tubulares são outra descoberta. Esses vermes são grandes minhocas vermelhas envoltas por tubos brancos ancorados ao fundo do oceano, em posição vertical. Eles medem até 1,5 metro de comprimento e normalmente são encontrados em colônias.

Adaptação

A vida animal nas regiões abissais sofreu adaptações, ou alterações, a fim de sobreviver às condições adversas, como frio constante, escuridão e forte pressão da água.

Alguns peixes que sobrevivem nessas profundidades têm corpos pequenos e macios, com poucos ossos. Muitos deles são capazes de gerar a própria luz, capacidade esta chamada de bioluminescência. Seus órgãos produtores de luz atraem tanto presas quanto possíveis parceiros. O diabo-marinho das regiões abissais, por exemplo, tem pendurada na cabeça uma estrutura longa e fina, com uma luz na ponta. Outros peixes confundem a luz com pequenas presas e nadam para dentro da enorme boca do predador, onde são rapidamente consumidos.

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