O visco é uma planta semiparasita que cresce no tronco de certas árvores e nunca se enraíza na terra. A raiz modificada do visco penetra na casca da árvore hospedeira e dela extrai água e nutrientes. Como contêm clorofila, os viscos também podem produzir parte de sua própria comida através da fotossíntese, como outras plantas verdes. É por esse motivo que eles são chamados de semiparasitas, e não de parasitas.

O visco mais conhecido é originário da Europa. Seu nome científico é Viscum album. A planta exibe um arbusto que tem muitos ramos bifurcados. Suas folhas são verdes, ovais ou em forma de lança. Pequenas florações amarelas aparecem no final do inverno e dão origem a pequenos frutos brancos. Quando os frutos estão maduros, sua polpa é pegajosa e semitransparente. Esses frutos e os de outros viscos contêm substâncias tóxicas prejudiciais tanto a humanos quanto a animais.

Em alguns países da Europa e da América do Norte, o visco está ligado às tradições de Natal. Uma dessas tradições diz que, quando duas pessoas se encontram debaixo de um ramalhete de visco, elas devem se beijar. Apesar dessa relação com o Natal, a planta é conhecida há séculos, mesmo antes do surgimento do cristianismo. Devido à maneira peculiar como cresce, o visco tinha grande importância nas mitologias alemã e nórdica. Na religião celta, acreditava-se que ele tinha poderes mágicos e propriedades medicinais, particularmente quando crescia em um carvalho, considerado uma árvore sagrada. Dizia-se que o visco trazia felicidade, segurança e sorte, desde que não tocasse o solo.

O visco europeu está distribuído por toda a área mais quente do continente, sendo mais abundante em macieiras, choupos, salgueiros, tílias e espinheiros. Seu correspondente americano, cujo nome científico é Phoradendron serotinum, cresce na região leste da América do Norte, em vários tipos de árvores que perdem as folhas anualmente. Outra espécie dessa mesma região, o visco anão, desenvolve-se principalmente em árvores coníferas.

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