O visconde de Mauá (Irineu Evangelista de Sousa) foi um importante empresário, empreendedor e criativo, que viveu no século XIX. É considerado uma das principais personalidades brasileiras de sua época, pelas iniciativas que tomou. É patrono do Ministério dos Transportes brasileiro.

Irineu Evangelista de Sousa nasceu em Arroio Grande, no Rio Grande do Sul, no dia 28 de dezembro de 1813. Perdeu o pai cedo e foi entregue, pela mãe, a um tio que vivia no interior de São Paulo. Depois, com 9 anos, acabou indo morar com outro tio, no Rio de Janeiro. Trabalhava em troca de comida e de moradia. Com 11 anos empregou-se no comércio, conquistando a confiança do patrão. Foi promovido a guarda-livros em 1828. Estava com 15 anos. Dali foi para a companhia importadora de um empresário inglês, da qual acabou se tornando gerente e depois sócio. Em 1839, com a volta do patrão para a Inglaterra, assumiu o controle da empresa.

Em 1845, fundou uma fábrica de navios em Niterói, na então província do Rio de Janeiro. Ali passaram a ser produzidos, também, caldeiras para máquinas a vapor, guindastes, fornos siderúrgicos, tubos para encanamento de água e canhões, entre outros produtos. Com isso, deu grande impulso à indústria brasileira.

Em 1850, quando o Brasil entrou em conflito com o Uruguai, o empresário contribuiu com recursos financeiros e canhões para a causa brasileira.

Irineu Evangelista de Sousa investiu nos transportes, especialmente em ferrovias. Foi ele que implantou a primeira estrada de ferro no Brasil, em 1852, ligando as cidades de Petrópolis e Rio de Janeiro. Implantou, também, várias melhorias no Rio de Janeiro, então capital do país. Uma delas foi a iluminação pública a gás. Também foi o idealizador da primeira estrada pavimentada do Brasil, ligando Petrópolis e Juiz de Fora.

Por suas realizações, recebeu do imperador dom Pedro II os títulos de barão de Mauá, em 1854, e de visconde de Mauá, em 1874.

Dedicou-se também às comunicações, mandando instalar os primeiros cabos telegráficos submarinos entre o Brasil e a Europa. O telégrafo era na época o meio mais rápido de mandar mensagens a longas distâncias.

Atuou na política, tendo sido deputado pelo Rio Grande do Sul em diversos mandatos. Participou da refundação do Banco do Brasil (que tinha deixado de existir anos antes) e teve seu próprio banco, a Casa Mauá MacGregor & Cia.

Uma crise bancária ocorrida em 1864 prejudicou seus negócios. Mauá enfrentou dificuldades financeiras e a forte concorrência de empreendimentos estrangeiros.

Em 1878, pediu falência (ou seja, o fechamento de suas empresas). Pagou integralmente as dívidas assumidas e retirou-se para Petrópolis, fragilizado pelo diabetes. Morreu em Petrópolis em 1889. Era casado com a sobrinha Maria Joaquina de Sousa Machado, com quem teve dezoito filhos, dos quais dez sobreviveram. Sua vida foi contada no filme Mauá, o imperador e o rei, dirigido por Sérgio Rezende (Brasil, 1999), e no livro Mauá, empresário do Império, de Jorge Caldeira.

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