A vitória-régia (Victoria amazonica) é uma planta aquática. Tem uma grande folha circular, verde-escura, com uma dobra em toda a borda, o que a faz lembrar a forma de uma bandeja rasa. Típica da região Norte do Brasil, é encontrada na bacia amazônica. Tornou-se símbolo da Amazônia.

A planta chega a medir 2 metros de diâmetro e suporta o peso de até 40 quilos, se bem equilibrados em sua superfície. Ou seja, diz-se que uma criança com esse peso pode até se deitar em uma vitória-régia sem que ela se afunde.

Tem uma flor que floresce branca e, depois de um período, torna-se rosada. A flor se abre à noite e libera um delicioso e adocicado perfume. Por sua beleza, é bastante usada para decorar lagos e jardins.

As raízes da vitória-régia soltam um suco que os índios usam para tingir de negro os cabelos. Já suas folhas têm propriedades laxantes e cicatrizantes. A semente é comestível.

Origem

A vitória-régia ganhou esse nome do botânico inglês John Lindley, em homenagem à rainha Vitória, do Reino Unido, no século XIX. A expedição à Amazônia de que ele participava levou sementes da planta para os jardins do palácio da rainha.

A vitória-régia também é conhecida como jaçanã, irupé, uapé, aguapé e nampé entre os índios e os caboclos da região amazônica.

Lendas

Os índios brasileiros contam algumas lendas sobre a origem da vitória-régia. Numa delas, uma cunhã (menina) apaixonou-se pela Lua e pelas estrelas. Fez várias tentativas de alcançá-las no céu, traçando até uma escada de cipó.

Até que um dia, flutuando no rio, viu a imagem da Lua e das estrelas refletidas na água e imaginou que elas morassem nas profundezas. Nadou o mais fundo que pôde e desapareceu. Jaci, a Lua, com dó da menina, transformou a indiazinha na mais linda das plantas amazônicas.

Outra lenda indígena conta que a vitória-régia tem origem no amor infeliz de um casal apaixonado. A índia Moroti, enamorada do guerreiro Pitá, queria uma prova de amor. Jogou, então, uma pulseira no rio para que o guerreiro pudesse recuperar sua joia.

Pitá seguiu as ordens da amada, mergulhando nas águas. No entanto, não voltou à superfície. Desesperada e arrependida, a índia também se atirou nas águas profundas, desaparecendo de vez. No dia seguinte, surgiu no mesmo local uma enorme planta, com uma flor branca no centro. Era a vitória-régia.

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